A curiosa semelhança entre "Eldorado" e Almah, segundo Edu Falaschi, criador de ambos
Por Gustavo Maiato
Postado em 04 de setembro de 2023
A banda Almah foi criada por Edu Falaschi e atualmente encontra-se em hiato. Após discos de sucesso como "Motion" e "Unfold", o vocalista resolveu deixar de lado o projeto para se dedicar na carreira solo.
Já como artista solo, Edu lançou o álbum "Vera Cruz" e acabou de lançar "Eldorado", segundo da série que será uma trilogia. Em entrevista ao Heavy Talk, ele explicou as semelhanças entre esse último registro e o Almah.
"Trata-se de um álbum bastante diversificado. Na minha perspectiva, é evidente que este disco, em minha opinião, incorpora uma gama variada de elementos. Por exemplo, mencionei que este álbum apresenta uma quantidade considerável de músicas com uma pegada mais intensa e com riffs de guitarra do que o álbum ‘Vera Cruz’. Essa característica pode estar relacionada, em parte, com influências do Almah, como você mencionou. Essa influência é notória devido à ênfase em elementos mais pesados.
No entanto, apesar dessas influências, o álbum ainda retém a essência da minha composição durante a época do Angra. Ele continua a incorporar muitos dos elementos que eram característicos das músicas que eu escrevia para o Angra. Isso se deve ao fato de que acredito que a minha abordagem mais natural à composição se manifesta nesse sentido.
Quando estou compondo uma música, ela flui mais naturalmente nessa direção, ainda alinhada ao estilo do Angra. Agora, é importante ressaltar que, ao criar o Almah, busquei me afastar intencionalmente das influências do Angra. Foi uma escolha deliberada, buscando uma diferenciação criativa".

Edu Falaschi e o Almah
Em entrevista ao Ibagenscast, Edu Falaschi se recordou do seus tempos de Almah e falou um pouco sobre suas atitudes na banda.
"Foi um momento importante da banda. Eu estava em uma época meio triste. Lembro que tínhamos feito o ‘Fraquile Equality’, que foi muito bem aceito. Mas, sei lá, queria experimentar coisas diferentes. O Paulo Schroeber era do death metal e falei: ‘Vamos fazer algo mais soturno e pesado?’. O Felipe Andreoli também curtia coisas mais pesadas.
Todos abraçaram e fomos para esse lado. Lembro que eu tinha um estúdio com meu irmão do lado do apartamento da minha mãe. Eu tinha me separado e voltei para casa da minha mãe. Eu saía todos os dias 7h da manhã para ir compor o estúdio até umas 19h.
Eu estava com aquela coisa da guitarra de sete cordas, que era uma novidade para mim. Compus o disco nessa linguagem mais pesada. Fiz as músicas, mandei para a banda e eles complementaram. Foi um clima querendo chutar o balde e sair do power metal clássico. Isso deu muito problema com a gravadora da Europa. Ali que praticamente perdemos o contrato. A AFM Records era forte e eles apostavam muito no power.
Chegamos com algo totalmente fora e eles ficaram tipo: ‘Não, tem que ser igual antes!’. Falaram para refazer tudo, mas eu disse que não. O disco estava pronto. Eles lançaram, mas aí o contrato acabou. No Brasil, a banda deu uma crescida. Foi estranho para mim porque eu tinha separado e tudo mais. Não sabia o que ia acontecer no futuro".
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