Geddy Lee e o álbum que era "uma piada" mas foi uma de suas principais influências
Por Bruce William
Postado em 19 de outubro de 2023
Durante participação na série "The Soundtrack Of My Life" da Classic Rock, o baixista e vocalista Geddy Lee citou o Jethro Tull como a melhor banda que ele viu ao vivo, e acabou dizendo o quanto a banda serviu de influência para o Rush, principalmente nos últimos. A transcrição é de Mateus Ribeiro.
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"Essa foi a primeira banda que combinou uma musicalidade incrível com composições complexas, e elas eram engraçadas. Isso me influenciou muito nos últimos anos do Rush – aquela atitude de levar a música a sério, mas não se levar a sério".
E Geddy revelou para o The Quietus que o seu álbum preferido do Jethro Tull é o "Thick As A Brick" de 1972, explicando o motivo de sua predileção.
"Meu álbum favorito do Jethro Tull. Eu sei que em parte é uma brincadeira com a ideia de 'conceito', mas ele é entregue com perfeição. Eu era um grande fã do Tull desde muito jovem e eles são uma das bandas que vi ao vivo em Toronto... sim, tivemos sorte de ver tantos concertos incríveis quando éramos muito jovens, e espero que isso também se reflita no Rush", diz o baixista.
"Eu estava hipnotizado por Ian Anderson. Sua apresentação era simplesmente mágica e ele a entregava com um senso de humor e em grande estilo. Realmente não havia ninguém que parecesse ou soasse como eles, e isso continua sendo verdadeiro até hoje", prossegue Geddy. "Vimos isso como um grande desafio para tentar criar algo que pareça tão dinâmico no palco. Eles possivelmente são mais bem considerados como uma banda ao vivo, mas a sequencia de álbuns que lançaram naquela época foi excepcional. Isso ainda soa fresco, e é muito bom saber que o interesse pelo Tull continua crescendo".
Quinto álbum de estúdio do Jethro Tull, "Thick as a Brick" contém uma única faixa que foi dividida nos dois lados do vinil original que vêm embalado no formato de um jornal alegando que o trabalho seria a adaptação musical de um poema épico escrito pelo gênio de oito anos chamado Gerald Bostock.
Mas, na verdade, tudo não passou de uma piada. Conforme relata o wikipedia, a história começou quando o vocalista, flautista e líder da banda, Ian Anderson, ficou surpreso após o disco antecessor, "Aqualung" (1971), ter sido taxado de "álbum conceitual". Ele rejeitou essa ideia pois para ele aquilo era "apenas uma coleção de músicas", e em uma resposta ácida decidiu "criar algo que realmente fosse a mãe de todos os álbuns conceituais".
Então, inspirado pelo humor britânico surreal do Monty Python, ele começou a escrever uma peça que combinaria uma música complexa com senso de humor, com a ideia de fazer uma sátira leve à banda, ao público e aos críticos de música, além de também satirizar o próprio rock progressivo de bandas como Yes e Emerson Lake & Palmer, expoentes do gênero que era popular na época. "Thick as a Brick", de acordo com Anderson, "contém uma certa sátira sobre o conceito de álbuns conceituais de rock grandiosos como um todo". E embora Anderson tenha escrito toda a música e letras, ele atribuiu a co-autoria a um estudante fictício chamado Gerald Bostock. O humor era tão sutil que vários fãs acreditaram que Bostock era uma pessoa de carne e osso.
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