A curiosa atitude do excessivamente confiante técnico de som do U2 em show do Brasil
Por Gustavo Maiato
Postado em 04 de dezembro de 2023
O lendário produtor Marcelo Sussekind estava presente nos bastidores do show do U2 no Rio de Janeiro em 1998. Em entrevista ao Corredor 5, ele contou uma história curiosa que viu acontecer nessa ocasião.
O técnico de som responsável pelo espetacular show do U2 decidiu abandonar o evento antes mesmo do término, deixando todos boquiabertos e gerando repercussões inesperadas. Marcelo Sussekind depois entendeu que na verdade o profissional deixou o local porque confiava que nada de errado ia acontecer.
"Foi uma experiência única, algo que nunca tínhamos visto antes", revelou Sussekind. Ele descreveu o guitarrista e tecladista The Edge do U2 como estando em um patamar superior, com um teclado principal no palco e uma parede impressionante de equipamentos, incluindo uma Akai 4000. "Era algo extraordinário, um verdadeiro show de tecnologia", destacou o produtor.
No entanto, a diferença técnica entre os profissionais brasileiros e estrangeiros na época era evidente. O engenheiro de som, que trabalhava com o U2 há anos, tinha uma intimidade notável com a banda, algo que Sussekind testemunhou durante um show ao lado do autódromo do Rio. Ele recordou o contraste entre o calor escaldante lá fora e o conforto do ar condicionado nos bastidores, proporcionando uma visão privilegiada do espetáculo.
A reviravolta aconteceu quando o chefe da equipe técnica do U2, com uma atitude ousada e surpreendente, deu um tapinha nas costas de um colega, pegou uma lambreta e simplesmente abandonou o show antes de seu término. Sussekind compartilhou a surpresa geral nos bastidores, expressando incredulidade com a ousadia do técnico. "Tipo, o cara abandonou o show? [risos]. Ele estava tão seguro que foi embora antes para não perder a van do U2!", comentou de forma descontraída.
A situação inusitada inspirou Sussekind a relembrar uma experiência semelhante que viveu anos depois quando trabalhou em shows com a cantora Ana Carolina. Durante uma série de apresentações na Tom Brasil, após alguns dias de organização, ele e a equipe decidiram deixar o local antes do bis, assim como o técnico do U2 havia feito. A liberdade dessa escolha foi algo marcante para o produtor, que não pôde deixar de brincar sobre a coincidência. "Desculpe, Ana Carolina, eu te amo, tá? [risos]", concluiu Sussekind, encerrando a entrevista com um toque de humor.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
O melhor compositor de rock de todos os tempos, segundo Elton John
Por que não há músicas de Bruce Dickinson em "Somewhere in Time", segundo Steve Harris
Baterista Jay Weinberg deixa o Suicidal Tendencies
O melhor álbum conceitual da história do metal progressivo, segundo o Loudwire
Como está sendo a adaptação de Simon Dawson ao Iron Maiden, de acordo com Steve Harris
Prefeito do Rio coloca Paul McCartney e Bono em vídeo sobre megashow em Copacabana
Tatiana Shmayluk, vocalista da Jinjer, protesta contra termo "female-fronted band"
O baterista que Neil Peart disse que "não veremos outro igual"
Black Label Society anuncia detalhes do novo álbum, "Engines of Demolition"
As Obras Primas do Rock Nacional de acordo com Regis Tadeu
A melhor música de heavy metal lançada em 1986, segundo o Loudwire - não é "Master of Puppets"
Fã de treinos de perna, Nita Strauss fala sobre sua dificuldade com a barra fixa
"Se Triumph e Rush voltaram, por que não o Skid Row?", questiona Sebastian Bach
A condição estipulada por rádios para veicular músicas do Van Halen, segundo Alex Van Halen


O cantor que Bono disse que ninguém conseguiria igualar; "ninguém podia ser como ele"
A canção que Bono diz que vem tentando reescrever durante toda a carreira
O dia em que Romário foi assistir a um show do U2 - e não gostou do que viu
Pollstar divulga lista dos 25 artistas que mais venderam ingressos no século atual
West Ham: o time do coração de Steve Harris
O megahit do rock nacional dos anos 1980 cuja letra não quer dizer nada


