Regis Tadeu em "O Maior Cantor Brasileiro de Todos os Tempos?"
Por Bruce William
Postado em 11 de fevereiro de 2024
Em um corte da participação do jornalista, roteirista e diretor de TV André Barcinski na Live de Regis Tadeu que ganhou o nome "Artistas e Bandas Esquecidos", eles falam sobre Nelson Ned, que foi tema de um livro do André, "Tudo passará: A vida de Nelson Ned, o Pequeno Gigante da Canção" (Amazon).
No vídeo, Barcinski fala sobre a incrível carreira e vida do cantor, destacando como Nelson Ned, apesar de enfrentar desafios físicos devido ao nanismo, tornou-se uma sensação internacional, vendendo milhões de discos e se apresentando para multidões em diversos países. "Alguns brasileiros fizeram muito sucesso comercial: Sérgio Mendes e Brasil 66 foi muito sucesso no no meio dos anos sessenta", diz André. "O Nelson, durante um tempo, eu acho 73 até meados dos anos 80, eu não tenho dúvida de que ele foi o brasileiro mais famoso no mundo. Pelos números. Alguém cantava para oitenta mil pessoas na Colômbia?". Regis emenda dizendo que nem artistas colombianos atingiam tais números, e Barcinski emenda: "Era uma coisa enlouquecedora, o cara não conseguia andar na rua, tem fotos dele na República Dominicana com batedor do exército em volta dele".
Em outro trecho, André diz: "Ele era muito famoso, a gente não tem a noção hoje", e em seguida emenda: "Hoje em dia o Roberto Carlos, se a gente fosse fazer um ranking, ele é o cantor brasileiro mais famoso no mundo, eu acho, pela longevidade..." começa a explicar André, mas Regis interrompe dizendo que discorda e que, para ele Tom Jobim seria o primeiro colocado. "Eu não sei, talvez o Tom Jobim seja mais respeitado. Mas será que o Tom Jobim é mais conhecido que o Roberto Carlos?", questiona Barcinski.
Mais ao final do corte, depois de abordar também os problemas de saúde enfrentados por Nelson Ned no final de sua vida, incluindo o uso de morfina e cocaína para lidar com dores intensas decorrentes de sua condição física, Barcinski ressalta a tristeza e a superação presentes na história de Nelson Ned, um artista que, apesar de todas as adversidades, deixou um legado significativo, e conta uma divertida história após uma fala de Regis:
"A primeira vez que ele viajou lá para fora, os contratantes no aeroporto duvidavam, 'não é possível que o cara que a gente ouve é esse', e aí o empresário dele teve que botar o Nelson no ombro, e o Nelson cantou à capela no aeroporto para provar que era ele", comenta Regis. André então diz que hoje em dia é muito fácil você localizar imagens de qualquer músico, mas naquela época as coisas eram bem diferentes, citando inclusive que quando Nelson Ned foi se apresentar em Angola, sequer havia televisão no país.
"Mas no exterior, eu diria que até 73-74, todo o primeiro lugar que ele ia visitar ele surpreendia as pessoas", continua Barcinski. "Tanto que ele tem um baterista, Vigna, que é um cara maravilhoso que eu entrevistei, que é um cara alto, com um metro e noventa, bonitão, cabelo grande, ele parecia um roqueiro, um metaleiro, parecia um cara do Black Sabbath nos anos setenta e ele era meio tipo galã" conta André, falando do baterista Raimundo Vigna. "E o Nelson quando chegava no aeroporto dizia pras pessoas que aquele era o Nelson Ned, então mandava o Genival Melo, o empresário, falar: 'Nelson Ned é aquele cara lá'. Fotografavam o cara bonitão e o baixinho passava pelo lado e depois ficava zoando. E depois obviamente contavam que não era ele tal, mas era piada recorrente".

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