Neil Peart revelou de quem foi a ideia de botar rap na música "Roll the Bones"
Por André Garcia
Postado em 21 de março de 2024
Em 1991, Neil Peart deu uma entrevista por telefone para o jornalista musical Marc Allan dos fundos de uma arena em Hamilton, Ontário, ensaiando às vésperas da turnê do "Roll the Bones", que havia acabado de ser lançado. Entre outras coisas, ele falou sobre aquela que foi a polêmica do ano entre os fãs da banda: o trecho de rap de sua faixa-título e primeiro single — uma ideia que partiu dele.
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"Do ponto de vista da composição, eu quis fazer aquilo porque é muito divertido. Eu andava ouvindo algumas das melhores músicas do rap e pensei que, sabe, quando algo é criativo, é muito divertido de fazer. Então entreguei a música aos caras [Geddy Lee e Alex Lifeson] sem aquela parte e depois disse a eles: 'Tenho uma coisinha aqui. Pode ser uma loucura, mas me digam o que acham.' Felizmente, eles se mostraram abertos o suficiente para fazer experiências com ela, então foi usada."
"Não sabíamos bem como lidar com aquilo, na verdade", acrescentou. "Gostamos da ideia e estávamos interessados, mas pensamos 'Será que devermos chamar um rapper de verdade para cantar?' Chegamos a experimentar uma voz feminina, só para dar um toque diferente — não queríamos que fosse uma sátira, mas, ao mesmo tempo, não queríamos que fosse uma imitação sem graça. Então, depois de todos os experimentos, tivemos a versão distorcida da voz de Geddy, que parecia ter a personalidade certa, de uma pessoa muito legal e descontraída fazendo aquele pequeno discurso."
"A voz de Geddy foi] lindamente tratada e harmonizada, mas não desacelerada, de modo que o fraseado permanece o mesmo, ritmicamente. Aquilo foi feito de forma bem sofisticada, tecnologicamente. Além do mais, quando ele cantava, já estava ouvindo a voz distorcida, então acabava adotando a personalidade daquela voz. Portanto, essa parecia ser a maneira mais bem-sucedida de transmitir a mensagem", concluiu.
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