A dupla de roadies do Engenheiros que fazia papel de "bad cop, good cop" para lidar com fãs
Por Gustavo Maiato
Postado em 19 de março de 2024
Na expressão popular, fazer papel de "bad cop, good cop" é quando uma pessoa adota uma postura mais rígida e a outra faz o papel de "bonzinho" em determinada situação. Normalmente essa técnica é utilizada em interrogatórios quando os policiais querem obter respostas – um utiliza ameaças e o outro é mais simpático, para criar um ambiente colaborativo.
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Mas o que isso tem a ver com os Engenheiros do Hawaii? Em live no Pitadas do Sal, o roadie da banda Cássio Araújo relembrou a ocasião em que ele e seu colega Nilson precisavam interpretar esses papeis de "policial bom e policial mau" para lidar com os fãs da banda.
"Eu só quero dizer uma coisa importantíssimo! Eu e o Nilson éramos assim como PM bom e PM mau, sabem? Eu era o tira mau e o Nilson o bonzinho. O que acontecia era o seguinte. Imagina chegar 7h da manhã para suar e desmontar caminhão, trabalhar muito. Aí chegar no hotel e tem 50 fãs no seu quarto perguntando como o Humberto lavava o cabelo! Adivinha quem botava os 50 fãs lá dentro? O Nilson! [risos]. Era um inferno, porque era um momento de descanso. Nós até saíamos para beber com os fãs, mas o quarto é sagrado! Ele era um amor de roadie".
Os fãs dos Engenheiros do Hawaii
Os fãs são o alicerce de toda banda, mas no caso dos Engenheiros do Hawaii, eles foram muito mais do que isso - eles se tornaram um verdadeiro fenômeno social, como destacou o ex-guitarrista Augusto Licks.
Em uma entrevista para o mesmo Pitadas do Sal, conduzido pelo jornalista Ariston Sal Junior, Licks refletiu sobre o papel dos fãs na trajetória da banda ao longo dos anos. "Já se passaram 30 anos desde que deixei os Engenheiros do Hawaii, e ainda há uma curiosidade e interesse pelas coisas que fiz naquela época. Isso me impressiona. A presença dos fãs na banda sempre foi decisiva. Eles foram o nosso pilar. Tínhamos 90 fã-clubes no Brasil e eles começaram a se comunicar entre si. Eles são uma parte integral da nossa história; era verdadeiramente um fenômeno social."
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