O que levou o Rush a mudar de produtor após 10 discos em "Grace Under Pressure (1984)?
Por André Garcia
Postado em 17 de março de 2024
Ao longo de seus mais de 40 anos de carreira, se há uma coisa que o Rush sempre deixou claro foi ter alergia ao comodismo. Tanto nos altos quanto nos baixos, seus movimentos sempre foram norteados pela busca pelo desafio, pela novidade. Foi essa a motivação tanto que fez com que mergulhassem no rock progressivo quanto para que o abandonassem — o mesmo vale para o uso de teclados e sintetizadores e seu famigerado flerte com o rap em "Roll the Bones".
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Após o fim da turnê de "Signals" (1982), Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart concordaram que a relação deles com o produtor de longa data Terry Brown havia se estagnado. Dessa forma, em "Grace Under Pressure" (1984) eles se arriscaram em uma parceria com Peter Henderson em busca de uma sonoridade renovada para os anos 80.
Em entrevista de 1984 para o programa de rádio Playline, Lee foi questionado sobre o assunto.
"A gente fez 10 álbuns com ele [Terry Brown] — incluindo ao vivo, deve dar uns 12. Sabe, quando você trabalha por tanto tempo com alguém, por mais que os resultados sejam ótimos, você sente que poderia obter algo diferente com alguém mais objetivo. Sentimos que Terry já estava tão íntimo de nós, éramos tão amigos, que ele estava perdendo a perspectiva do nosso som e de nós enquanto banda — ele era parte da banda em todos os sentidos.
"A gente sentiu que aquilo é meio perigoso para um produtor. Um produtor tem que ser alguém que mantenha o plano geral em mente e tenha um distanciamento do álbum. Então decidimos depois de 10 discos que tinha chegado a hora de seguir por conta próprio e ver como era trabalhar com outra pessoa", concluiu.
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