Metal com Batata entrevista Felipe Andreoli, do Angra, sobre participação no Summer Breeze
Por Metal com Batata
Postado em 25 de abril de 2024
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Metal com Batata entrevistou Felipe Andreoli, baixista do Angra para falar da participação da banda no Summer Brezze Festival que vai ocorrer nos dias 26, 27 e 28 de abril em São Paulo.
A entrevista ficou a cargo de um de nossos parceiros, o guitarrista Carlos Lichman, que atualmente mora no Polônia, e que a conduziu com maestria.
A primeira pergunta foi sobre o que o público pode esperar de diferente nesta apresentação do Angra no Summer Breeze em relação aos shows que já vem ocorrendo da turnê do disco "Cycles of Pain"?
Felipe Andreoli citou inicialmente que a banda está muito feliz porque o Summer Breeze, um dos mais importantes festivais da Europa, está se consolidando no Brasil, e que São Paulo precisava de um evento dessa magnitude.
Em relação aos shows do Angra, como a turnê já havia iniciado ano passado no Brasil, a banda está dando uma transformada no repertório para que o público possa assistir um show diferente do que estava sendo realizado anteriormente. Citou que as mudanças já irão começar nos shows em Porto Alegre e Curitiba neste final de semana (12/04 em Porto Alegre e 13/04 em Curitiba).
Em relação ao show no Summer Breeze Felipe citou que o Angra irá selecionar o melhor de seu repertório, pois para fazer show em festivais exige uma energia maior, um set mais potente, e como o tempo de show é reduzido, o recado tem que ser dado de maneira diferente.
Na próxima pergunta Andreoli foi questionado quanto ao processo de composição das músicas da banda; como eles trabalham, de onde sai tanta inspiração, tanta ideia para compor coisas tão geniais?
Felipe Andreoli citou que a primeira premissa da banda é ser livre na hora de compor sem colocar pré-determinações, onde no processo de composição eles jogam tudo na mesa e depois fazem um filtro para ver o que soa Angra e o que não soa. Cita também que a banda já está com a mesma formação faz oito anos e que todos já sabem o que é o Angra.
Mas quando a banda se junta para fazer as jams e para experimentar, aí sim as ideias vão para qualquer lugar e é neste momento que a banda expande seu estilo para lugares inesperados. Isto faz com que o Angra crie um trabalho diferente, trazendo novas ideias e novas influências, mas sempre se preocupando em soar como Angra.
Depois Felipe foi questionado sobre sua forma de tocar, se ele toca mais o que a música pede ou se gosta de criar linhas de baixo independente da música que está tocando?
Felipe Andreoli cita que depende do que a música pede, se é simples ele faz simples, se é pra dobrar guitarra ele dobra, ou se é uma parada diferente ele faz como tem que ser feito. Cita que o importante em primeiro lugar é fazer o papel do baixista, mas se tiver espaço para inventar coisas diferentes ele cria. Cita que muitas vezes é tentador para o músico criar um monte de coisas impressionantes para mostrar o que sabe fazer, deixando assim a música de lado, mas que ele sempre procura se policiar para que seja musical, coerente com o que a música pede.
Depois o Felipe Andreoli foi questionado sobre sua evolução na música, se o Felipe de antes, quando entrou no Angra com 20 anos, imaginaria que o Felipe chegaria ao patamar atual na música?
Felipe citou ser um privilegiado por ter realizado seu sonho de adolescente de poder viver da música, tocar metal, ter sua banda, rodar o mundo, gravar e lançar discos. E que o Felipe de 2000 ficaria muito contente de ver que é isso que ele faz da vida, de tudo que conquistou na vida com a música, perseguindo esta paixão e fazendo disso seu ganha-pão.
Felipe citou também que muitos o questionam se não é seu sonho tocar em uma banda internacional, maior; mas segundo ele seu objetivo é seguir fazendo o que faz, de maneira cada vez melhor, sempre buscando evoluir, melhorar, e que essa viagem de grandeza já não o pertence mais.
Citou por fim também sobre ter tocado em 2022 com Mike Portnoy, que é um grande herói para ele, e que isto aconteceu ao natural, sem planejamento e sem ter lutado para que isso acontecesse, sendo apenas resultado do seu trabalho, das conexões e das amizades que fez ao longo da vida.
Felipe Andreoli foi questionado se teria algum show no Festival Summer Breeze que ele gostaria de assistir?
Felipe citou que estava louco para assistir o show do "Jelusick", mas que infelizmente não iria poder assistir pois eles vão tocar no mesmo horário que o Angra. Que ele e o Dino Jelusick (vocalista da banda) vão poder se encontrar pela primeira vez, depois de alguns anos que eles vêm conversando (Dino fez participação especial no disco solo do Felipe Andreoli, além de tocar na banda que Bruno Valverde faz parte, que é a Whom Gods Destroy).
Felipe Andreoli foi questionado sobre a possibilidade de lançamento de um novo disco solo?
Felipe cita não ter nada preparado, mas que fica sempre colecionando trechos, ideias que ficam surgindo, que sempre grava registros para um futuro, mas que não tem planos de fazer tão cedo, pois não vê tempo hábil para fazer tudo o que precisa, além de ser pai, marido e ter uma vida social sem enlouquecer. Mas no final cita que ano que vem pode ser possível tirar um tempo para trabalhar nisso, pois o processo de compor e produzir o disco "Resonance’ foi muito prazeroso.
Por fim ele foi questionado sobre as datas de turnês na Europa, pois segundo a página oficial do Angra havia apenas duas datas de shows previstas?
Felipe citou que a agência deles na Europa está tentando novas datas porque entre o festival de Portugal e o da Eslováquia ficaram duas semanas de intervalo e que não teriam condições de ficar este período ocioso, principalmente pelo custo gigantesco; mas que já tem algumas coisas bem encaminhadas e outras tratativas. Fora isso eles devem voltar à Europa em outubro e novembro para mais uns 15 shows.
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