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Fernanda Lira comenta situações impostas pelo patriarcado: "Qual a coerência disso?"

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Postado em 17 de julho de 2024

A baixista e vocalista Fernanda Lira, da Crypta, é feminista e luta pelo espaço das mulheres na cena do metal. Em entrevista ao Metalks, ela explicou como o patriarcado da sociedade atrapalha nessa sua batalha.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

"Hoje, com um entendimento mais claro do feminismo e de alguns conceitos sobre o patriarcado, consigo perceber nuances mais sutis, como o nível absurdo de exigência em relação às mulheres. Por exemplo, a mulher tem que estar impecável no palco, porque senão é criticada. Quando foi a última vez que você ouviu alguém dizer: ‘Nossa, fulano está grisalho?’ Eu comecei a receber comentários sobre meus cabelos grisalhos. Eu amo isso, acho maravilhoso.

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Nunca vi ninguém comentar sobre a aparência de homens em bandas, mas as mulheres sim. Se uma mulher usa uma roupa muito larga, dizem que ela quer ser como os caras. Se usa uma roupa muito curta, dizem que ela quer mostrar os peitos enquanto toca. Não há saída para a mulher, ela tem que ser impecável, perfeita, algo imposto pelo patriarcado.

Na Crypta, por exemplo, quando estávamos na fase do ‘Echoes of the Soul’, usávamos muito rebite, e as pessoas diziam que o visual era forçado, mesmo ouvindo bandas que usavam spikes gigantes. Qual a coerência disso? Existe uma resistência ao que as mulheres fazem. Isso é algo que os próprios homens muitas vezes nem percebem que estão fazendo.

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Outra questão sutil é a mania de colocar mulheres umas contra as outras, algo feio que acontece muito na sociedade e também no metal. As pessoas não entendem que somos todas parceiras. Tentam criar competições entre nós, como ‘Mayara canta melhor’, ‘quem é melhor, Diva ou Fernanda?’, ‘quem é mais bonita?’.

Quando saí da Nervosa, era marcada em enquetes o tempo todo. As pessoas votavam em quem era melhor, mais bonita. Isso é um esforço inútil. A Diva, por exemplo, foi ao nosso show em Madri, e eu me emocionei. Ela é maravilhosa, eu a amo, e quero mais mulheres ocupando esses espaços. Não quero ser melhor ou mais bonita que ninguém, não nos importamos com isso. Somos todas amigas".

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