O único guitarrista que chamava a atenção de Clapton e que ele salvou de ser demitido
Por Bruce William
Postado em 24 de agosto de 2024
Eric Clapton é um dos guitarristas mais influentes da história do rock, com uma carreira que abrange mais de cinco décadas. Conhecido por seu talento ímpar e sua habilidade em misturar Blues com Rock, ele construiu uma discografia impressionante, tanto como membro de bandas lendárias como The Yardbirds, Cream e Derek & The Dominos, quanto em sua carreira solo, onde lançou sucessos como "Layla" e "Tears in Heaven". Clapton também é reconhecido por suas colaborações com outros grandes músicos e por ter sido induzido três vezes ao Rock and Roll Hall of Fame.
Eric Clapton - Mais Novidades
Clapton ascendeu ao status de lenda na segunda metade dos anos sessenta, principalmente através de seu trabalho com The Yardbirds e Cream. A expressão "Eric is God", que apareceu nos muros de Londres, foi um testemunho da quase veneração que os fãs tinham por ele. Esse grafite se tornou um símbolo cultural, refletindo a crença generalizada de que Clapton era, de fato, uma divindade musical naquela época.
Não que a "competição" não fosse grande, afinal Clapton é contemporâneo de guitarristas do porte de Jeff Beck, Jimmy Page, Ritchie Blackmore, Alvin Lee, Mick Green e muitos outros, que eram considerados por alguns como "concorrentes" de Clapton, principalmente Jimi Hendrix, que conforme uma anedota contada por Paul McCartney, teria em uma ocasião chamado Clapton para subir ao palco e afinar a sua guitarra.
Já Clapton, por sua vez, conta que chegou a subir ao palco para dar uma canja com Hendrix, que ele confessa o deixou impressionado: "Ele pediu para tocar umas músicas. Eu disse 'claro', mas tive um pressentimento estranho em relação a ele", sem deixar claro se isso teria acontecido no tal show descrito por McCartney.
O guitarrista que Eric Clapton via como "concorrente" nos anos sessenta
Clapton afirma que não tinha este tipo de percepção, e via as coisas sob outra ótica: "Eu não via dessa forma (eles como concorrentes). Eu não via ninguém como competição", disse Clapton em entrevista com a Classic Rock, resgatada pela Rock And Roll Garage. "Na verdade, a única pessoa que me chamava a atenção - e, de certa forma, era porque ele era muito sério - era Albert Lee. Albert estava tocando com Chris Farlowe. E Albert, para mim, era um cara muito interessante, porque ele era um devoto - e ainda é - dos Everly Brothers e, portanto, do rockabilly. Além disso, Jimmy Bright e Speedy West eram seus heróis, e isso sim é um virtuosismo sério no Country."
Prossegue Clapton: "Esses caras tocavam com Tennessee Ernie Ford. E, mesmo assim, ele estava tocando em uma banda de R&B com um cantor de Soul. Então, eu achava tudo isso muito, muito interessante e atraente. Ele simplesmente tinha um toque incrível. Então, se havia alguém de quem eu realmente gostava naquela época, era ele. Eu nem sabia sobre... Jeff Beck, quando saí dos The Yardbirds, fui vê-lo tocar em um clube com The Tridents, acho que era com eles, e foi ótimo."
Neste ponto, Clapton deixa claro que a questão envolvida também era a do direcionamento musical. "Sem dúvida, ele [Jeff] era um pioneiro. Mas isso não me tocou profundamente. Eu não gostei do jeito que os The Yardbirds seguiram, naquela coisa estranha de Pop que eles fizeram. Era uma direção diferente da que eu queria seguir, certamente", conclui.
No fim das contas, Albert Lee acabaria fazendo parte da banda solo de Clapton entre 1978 a 1984, em turnês e gravações. Ele participou dos álbuns "Another Ticket" (1981) e "Money and Cigarettes" (1983). Curiosamente, como Lee disse em uma entrevista de rádio uma vez, Clapton demitiu toda a banda duas vezes durante essa época, mas ele continuou como parte do grupo: "Foram só cinco anos [trabalhando com ele], de 1979 a 1984. Ele demitiu toda a banda duas vezes. Eu consegui sobreviver nas duas. Então, isso me ensinou uma lição.", disse Albert.
Mas, no fundo, Lee sabia que não seria poupado para sempre, pois chegou o dia em que Clapton decidiu reformular novamente toda a banda e desta vez o ídolo de Clapton foi junto. "Ele estava em uma situação complicada na época. Acho que ele não fez muita coisa depois disso por um tempo. Mas, felizmente, ele conseguiu se recompor e dar a volta por cima", finalizou.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
A sincera opinião de Pitty sobre Guns N' Roses, System of a Down e Evanescence
O gênero musical cujo nome não faz sentido algum, segundo Mikael Åkerfeldt do Opeth
200 shows internacionais de rock e metal confirmados no Brasil em 2026
A banda em que membros do Iron Maiden e Dio disputaram para entrar e só um conseguiu
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
O guitarrista que custou mil dólares por dia a David Gilmour; "eu queria bater nele"
Vídeo dos Mutantes tocando Beatles em 1969 é encontrado
A banda mais influente do rock progressivo, de acordo com Geddy Lee
As bandas de heavy metal favoritas de Rob Halford; "o som deles me abalou até o fundo"
Os 5 álbuns de rock que todo mundo deve ouvir pelo menos uma vez, segundo Lobão
"Até quando esse cara vai aguentar?" O veterano que até hoje impressiona James Hetfield
Nirvana: "In Bloom" e o recado para quem canta sem entender a letra
Steve Harris esclarece que o Iron Maiden não foi fundado no Natal de 1975
Iron Maiden começou a lucrar de verdade a partir do terceiro disco, diz Steve Harris

O guitarrista que Clapton chamou de "um dos mais importantes da história do rock"
Carlos Santana elege o melhor solo de guitarra de Eric Clapton
O músico a quem Eric Clapton sentia que devia pedido de desculpas: "Me comportei mal"
O músico a quem Eric Clapton devia desculpas e foi ao show para fazer as pazes
Como Eric Clapton inspirou Steve Morse a se reinventar após perdas pessoais e limites físicos
A música que Eric Clapton mais sofre para apresentar ao vivo; "é quase impossível tocar"
Quem apelidou Eric Clapton de "mão lenta" ("slowhand") e porque isso faz todo o sentido


