A corretíssima exigência que Frejat impôs para gravar álbum do Barão Vermelho
Por Gustavo Maiato
Postado em 19 de agosto de 2024
Durante o processo de gravação do álbum "Carnaval" do Barão Vermelho, Frejat fez uma exigência que mudaria a dinâmica da banda. Em uma entrevista ao Disco Voador, ele relembra a importância de incluir Fernando Magalhães e Peninha como membros plenos do grupo, decisão que viria a solidificar a formação da banda naquela época.
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"No ‘Declare Guerra’, temos o Fernando Magalhães e o Peninha. Eles não eram membros efetivos e iam ter importância maior depois. O Fernando participou em uma música, ele estava tocando na estrada conosco e não queríamos deixar o cara de fora do trabalho. O Peninha sempre foi o percussionista que gravou tudo do Barão no estúdio. Ele passou a tocar conosco depois desse disco. Chamamos ele para a estrada. Ele gravou até ‘Bete Balanço’, mas não tínhamos um vínculo de amizade mais profunda. Era uma relação inicial que depois vai se transformar numa presença absolutamente onipresente dentro do trabalho do Barão."
Frejat explicou que, quando começaram a ensaiar para o álbum "Carnaval", ele insistiu para que Fernando e Peninha participassem desde o início, mesmo que oficialmente ainda não fossem considerados membros da banda. "No ‘Carnaval’, o Guto e o Dé queriam ensaiar só nós três, porque o Maurício Barros tinha saído e tínhamos virado um trio. O Peninha e o Fernando ficaram com o crédito de participação mais do que especial. Começamos a ensaiar e no primeiro dia falei: ‘Se não chamar eles dois para ensaiar conosco desde o começo não vai rolar. Não consigo ouvir o Barão hoje sem eles dois. A guitarra sou eu e Fernando juntos’."
Essa decisão foi crucial para Frejat. Ele não queria que Fernando e Peninha fossem apenas músicos convidados, mas integrantes plenos do Barão Vermelho. "Naquela altura do ‘Carnaval’, já tínhamos feito o ‘Declare Guerra’ e fomos para a estrada. Eu não conseguia mais gravar todas as guitarras e só chamar ele para dar um agrado, como foi no ‘Rock em Geral’. Se o Guto e o Dé não quisessem chamar eles dois, eu não ia querer nem fazer o disco."
Quando o baixista Dé deixou a banda e foi substituído por Dadi, Frejat novamente defendeu a inclusão de Fernando e Peninha como membros oficiais. "Eles foram creditados como participação, mas quando o Dé sai e o Dadi entra, pensei: ‘Fernando e Peninha estão aqui há muito mais tempo e o Dadi vai entrar como membro oficial e eles não? Bota todo mundo junto nessa porra!’ Eles passaram a ser creditados como membros da banda e quando o Rodrigo Santos entrou no lugar do Dadi, foi a mesma coisa."
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