Jimmy Page revela suas três músicas preferidas do Led Zeppelin
Por Bruce William
Postado em 14 de agosto de 2024
A perspectiva de um músico sobre sua própria obra geralmente é mais completa do que a de qualquer outra pessoa, pois ela inclui não apenas o resultado final, mas também todo o processo criativo que levou até ele. Eles sabem quais músicas surgiram de momentos de inspiração pura e quais foram moldadas através de um esforço consciente e técnico para atingir certos objetivos artísticos. Essa visão interna permite aos músicos identificar quais de suas obras melhor representam sua visão artística e suas intenções criativas.
Além disso, a conexão emocional dos músicos com suas criações lhes dá uma vantagem única na escolha de seus melhores trabalhos. Eles estão profundamente ligados às emoções e experiências que inspiraram cada música, o que lhes permite identificar quais obras capturam mais fielmente suas intenções e sentimentos. Enquanto críticos e público podem focar em aspectos superficiais ou modismos passageiras, os músicos têm a capacidade de identificar o valor intrínseco e duradouro de suas composições, fazendo escolhas mais autênticas e significativas.

Pensando nisso, a Far Out foi buscar em declarações feitas por Jimmy Page quais seriam as suas três músicas favoritas do Led Zeppelin. Vamos conferir.
- "Whole Lotta Love", faixa que abre o segundo disco da banda, de 1969: "É muito difícil escolher uma música se tratando do Led Zeppelin, pois tenho lembranças separadas de cada uma delas, de como foram gravadas, o sentimento, o que significam", diz Page ao citar a canção. "Pois ela mostra uma mixagem no final daquela noite de gravação e que é realmente intensa, é muito boa. Quando você a ouve, percebe o quanto de trabalho foi feito na versão final de ‘Whole Lotta Love'. Acho que essa é uma das minhas favoritas."
- "Since I’ve Been Loving You", do "Led Zeppelin III" de 1970: "Ela mostra como nós quatro trabalhávamos tão bem juntos", comenta o guitarrista, explicando em seguida que ela foi registrada da forma mais natural possível. "Obviamente ensaiamos a música mas, na contagem de um, dois, três, quatro, apertamos o botão de gravação e é isso o que você ouve."
- "Kashmir", que está no álbum de 1975, "Physical Graffiti": "A intensidade de 'Kashmir' era tal que, quando a concluímos, sabíamos que havia algo realmente hipnótico nela, não conseguíamos nem descrever essa qualidade", conta. "Eu sabia que isso não era apenas algo baseado em guitarra. Além disso, todas as partes de guitarra estariam lá. Mas a orquestra precisava estar presente, refletindo essas outras partes, fazendo o que as guitarras faziam, mas com as cores de uma sinfonia. John Paul Jones fez essa orquestração, mas fui eu que disse: 'John, é assim que tem que ser.' Eu sabia e ouvi."
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