Marty Friedman detesta Jimi Hendrix, mas adora músicos que copiam o lendário guitarrista
Por Bruce William
Postado em 07 de agosto de 2024
Lá em 2015, Marty Friedman provocou a ira de algumas pessoas quando confessou não gostar de Jimi Hendrix: "Eu prefiro mastigar vidro do que ouvir Hendrix. Eu nunca entendi qual é a daquilo. Quando eu penso em Hendrix, uma imagem me vem à mente de um monte de hippies rolando na lama chapados de ácido e isso não me anima nem um pouco. E todo aquele barulho e microfonia, e eu digo 'toca no tom certo'. Eu tenho fixação com isso e é provavelmente por isso que não gosto de Bob Dylan, porque as coisas desafinam e isso me mata".
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Não que ele tivesse que se justificar, mas Marty deu seus motivos: "Todos os caras que eu respeito amam Hendrix, então eu sei que tem alguma coisa ali. Só que eu nunca manjei porque nunca se encaixou em minhas experiências (...) Eu logo percebi que, apesar de os artistas sugeridos a mim fossem brilhantes, eu não achei muita graça em analisar a música deles, porque eu simplesmente não entendia aquilo ou nem gostava muito dela. Não tinha significado algum pra mim, era como tarefa escolar de um professor na escola".
Eis que durante conversa com a Goldmine Magazine, Marty citou o "Live" de 1978 do Frank Marino & Mahogany Rush como um de seus álbuns favoritos, e falou sobre outros dois guitarristas que são considerados "discípulos" de Hendrix por quem aprecia o trabalho deles, ou "clones de Hendrix" por quem acha que eles não acrescentaram nada.
"Para alguém como eu, que não é particularmente fã de Jimi Hendrix, eu concordaria que é estranho que três dos meus guitarristas favoritos de todos os tempos sejam Uli Jon Roth, Robin Trower e Frank Marino", assumiu Marty. "Esses caras foram sem dúvida influenciados por Hendrix, e em um ponto onde todos os três foram (muito injustamente) rotulados como 'clones de Hendrix' por jornalistas de visão curta e fãs ocasionais. Todos os três pegaram sua influência inicial de Hendrix, mas a partir daí impulsionaram sua maneira de tocar para a estratosfera, criando ramificações únicas, extremamente belas e agradáveis da escola de solo de blues encharcada de distorção de Hendrix", justifica Marty.
Ao finalizar, Marty se desmancha de elogios a Marino, e dá mais uma alfinetada em Hendrix: "O estilo de Frank Marino neste álbum ao vivo borbulhava com tanta intensidade, urgência e excitação, que é impossível para mim compará-lo ao estilo de guitarra relaxado, desleixado e drogado que provavelmente o inspirou. Seu senso de melodia, particularmente na majestosa 'The World Anthem', era algo que eu nunca imaginei musicalmente antes de ouvir Frank Marino, e algo que tentei emular ao longo da minha carreira".
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