Marty Friedman reconhece que pisou na bola quando saiu do Megadeth
Por João Renato Alves
Postado em 02 de fevereiro de 2025
Quando Marty Friedman deixou o Megadeth, na virada do século, foi o golpe definitivo na formação mais bem-sucedida na banda – que já havia perdido o baterista Nick Menza pouco tempo antes. Por muitos anos, embora Dave Mustaine negue atualmente, uma mágoa foi cultivada.
Em entrevista à rádio WRIF, de Detroit (EUA), o guitarrista explicou o motivo de falar sobre o rompimento em sua biografia, "Dreaming Japanese", lançada ano passado. Ele declarou, conforme repercussão do Blabbermouth:
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"Nunca realmente falei sobre isso porque uma vez que deixei o Megadeth, parei de dar entrevistas sobre a banda completamente. Fiz uma cláusula em qualquer contrato tendo a ver com uma aparição ao vivo dizendo: 'Você não pode mencionar o Megadeth no letreiro ou no anúncio ou na manchete ou em qualquer coisa.' Fiz isso por 23 anos. Mas em uma autobiografia, essa é uma grande parte da minha história. Então, agora é hora de falar sobre as coisas que realmente aconteceram em detalhes, com honestidade, com respeito àquele período de tempo, às pessoas na banda e ao redor dela. Falo sobre nossos empresários, nossa equipe e, claro, os membros e meus relacionamentos com eles."
A seguir, Marty reconheceu que pisou na bola quando deixou o grupo, embora mantenha que foi uma atitude necessária. "Eu não deixei a banda nos melhores termos e meio que... eu não quero dizer 'ferrei a banda', mas não foi uma coisa muito legal o que fiz. Claro, não tive absolutamente nenhuma escolha, e você verá o porquê no livro. Mas me sinto muito mal pela maneira como deixei a banda e a situação em que os deixei. Não há desculpas para o que fiz, mas não tinha como acontecer de outra forma. As coisas acontecem e foi isso que aconteceu."
Passado o tempo e tendo se tornado uma superestrela no Japão, Friedman fica feliz que o episódio tenha sido superado, como as recentes reuniões nos palcos do Budokan (Tóquio) e Wacken Open Air demonstraram. "Definitivamente não é algo que me deixa feliz. Mas, claro, estou muito feliz por ter deixado a banda e ter conseguido fazer coisas que superaram em muito meu tempo com eles, assim como o grupo fez coisas maravilhosas na minha ausência. Acho que todo mundo saiu ganhando. Mas naquele período, não foi legal para ninguém, e acho que é isso que torna a leitura interessante. Acho que as pessoas vão ter uma versão definitiva do tema, vão saber os porquês, os quem e todo o resto."
Marty Friedman vem ao Brasil na metade do ano para uma série de shows ao lado de Kiko Loureiro. Eis as datas confirmadas:
30/05 - Recife/PE (Clube Internacional)
31/05 - Fortaleza/CE (Armazém)
01/06 - Belém/PA (Music Park)
04/06 - Belo Horizonte/MG (Mister Rock)
06/06 - Rio de Janeiro/RJ (Sacadura 154)
07/06 - São Paulo/SP (Tokio Marine Hall)
08/06 - Curitiba/PR (Ópera de Arame)
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