Como o cabelo de Marty Friedman quase impediu a era de ouro do Megadeth
Por Emanuel Seagal
Postado em 13 de janeiro de 2026
A história do Megadeth poderia ter sido muito diferente se Dave Mustaine tivesse ficado preso à primeira impressão que teve de Marty Friedman - ou melhor, do seu cabelo. Em entrevista concedida a Andrew Daly, da revista Guitar World, o líder do Megadeth revelou que quase rejeitou o lendário guitarrista antes mesmo de ouvi-lo tocar.
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Relembrando a formação que começou no álbum "Rust In Peace" (1990) e permaneceu até "Cryptic Writings" (1997), Mustaine contou como encontrou o disco "Dragon's Kiss" (1988) no escritório do seu empresário. Embora a arte da capa tenha chamado sua atenção, a foto do guitarrista não era das melhores. Mas, como precisava de um substituto para Jeff Young, decidiu dar uma chance.

"Eu simplesmente não conseguia aceitar por causa do cabelo dele (risos)", confessou Mustaine. "Ele tinha duas cores diferentes no cabelo. Era preto da raiz até a altura da orelha, e depois era vermelho até as axilas. Pensei: 'Não posso fazer isso', mas contra a minha vontade, disse: 'Ok, vamos lá…'"
"Ele chegou com uma Carvin, que não era uma empresa conhecida por suas guitarras", relembrou. "Nós havíamos passado por guitarrista após guitarrista, e chegamos na parte do solo de 'Wake Up Dead', e ele acertou em cheio. Eu só pensei: 'Oh, meu Deus…', saí da sala, liguei para o meu empresário e disse: 'Acho que encontramos o cara.'"
Em outro ponto da entrevista, Mustaine refletiu sobre os anos 90 e o papel fundamental que álbuns como "Rust in Peace", "Countdown to Extinction" e "Youthanasia" tiveram para manter a banda relevante, enquanto o Nirvana e a cena de Seattle dominavam as rádios e empurravam o metal e o hard rock para o underground.
"Essas bandas de Seattle - Pearl Jam, Mother Love Bone, Soundgarden - se tornaram a bola da vez, e o hard rock e o heavy metal tiveram que ir para o underground, que foi onde a maioria das bandas acabou, infelizmente", concluiu.
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