O dia que Kiko Loureiro respondeu a quem o acusou de tocar errado clássico do Megadeth
Por Gustavo Maiato
Postado em 02 de fevereiro de 2026
Quem entende de guitarra sabe que há várias formas de se tocar um riff ou um solo. Quando esse riff pertence ao repertório do Megadeth, a discussão sobre a melhor maneira de se executar costuma ganhar contornos ainda mais intensos - especialmente quando envolve alguém que, além de fã, foi integrante oficial da banda. Foi exatamente esse cenário que levou Kiko Loureiro a gravar um vídeo esclarecedor em seu canal no YouTube, na época em que ainda tocava ao lado de Dave Mustaine.
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Tudo começou quando alguns fãs afirmaram que Kiko estaria tocando "errado" o riff de Tornado of Souls, uma das músicas mais emblemáticas do catálogo do grupo. Segundo esses comentários, o trecho deveria ser executado exclusivamente com palhetada para baixo - algo que, para parte da comunidade do metal, virou quase um dogma.
Kiko decidiu responder do jeito mais direto possível. Logo no início do vídeo, lançou a pergunta que resumiu toda a situação: "Você acha que eu tocaria errado uma música do Megadeth na frente do Dave Mustaine por mais de três anos? Ou por mais de 300 shows?". Em seguida, ele mesmo respondeu, sem rodeios: "Bom, acho que não".
O guitarrista explicou que, após publicar um vídeo tocando a música inteira, leu comentários dizendo que ele deveria usar apenas palhetada para baixo no riff principal. Foi aí que resolveu transformar a crítica em aula. "Resolvi fazer um vídeo explicando por que não uso palhetada pra baixo o tempo todo", afirmou.
Segundo Kiko, a ideia de que o Megadeth exige downpicking constante é um mito. "Basicamente, esse é o conceito do Megadeth: não tocar pra baixo o tempo todo", disse. Para ele, insistir apenas em um tipo de ataque limita o vocabulário rítmico do riff. "Palhetar pra baixo toda hora te dá um tipo de som. E é isso".
No vídeo, Kiko detalhou as duas abordagens clássicas do metal. A palhetada só para baixo, segundo ele, cria um efeito de "metralhadora", com som mais preciso, direto e definido. Já a palhetada alternada - para cima e para baixo - abre espaço para outras possibilidades. "Ela te dá uma vibe diferente. É mais humana", explicou, destacando que esse método permite acentuações distintas e um groove mais solto.
No encerramento, o guitarrista foi direto ao ponto ao responder as críticas: "Essa é a minha resposta pra quem disse que eu tava tocando errado". E ainda provocou os fãs a ouvirem o repertório do Megadeth com mais atenção, percebendo quando a banda usa palhetada para baixo e quando aposta em um ataque mais fluido.
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