A estrela do rock nacional que fez indústria da telefonia vender 2 milhões de celulares
Por Gustavo Maiato
Postado em 12 de dezembro de 2024
Por volta dos anos 2000, a comercialização de celulares começou a ganhar um atrativo peculiar: a inclusão de músicas exclusivas em aparelhos vendidos pelas operadoras. Nesse cenário, Fátima Pissara, atualmente CEO da Mynd, teve um papel fundamental ao redesenhar a lógica de como as gravadoras e artistas se relacionavam com esse mercado.
Pitty - Mais Novidades
Em entrevista ao Corredor 5, Fátima revelou as dificuldades e inovações que marcaram a época. "Era um caos organizar os direitos autorais. Havia músicas com cinco autores, cada um afiliado a uma sociedade diferente, e editoras com valores que inviabilizavam os projetos. Quando uma marca queria liberar uma música para o TikTok, por exemplo, a editora cobrava como se fosse um comercial de TV. Isso fazia todo mundo desistir. No fim, optavam por músicas em domínio público ou faixas genéricas", relembrou.
Ao perceber que o modelo de negociação tradicional dificultava o crescimento do mercado, Fátima propôs uma solução revolucionária. "Dentro da operadora, a música era usada como isca. Negociávamos por aparelho, mas, quando o contrato era renovado, a operadora pedia descontos e cortava as músicas, como aconteceu com o Zeca Pagodinho. Era caro e prejudicava todo mundo – do artista ao consumidor", afirmou.
A grande virada ocorreu com a parceria entre Fátima e Mônica, da gravadora Deck. "Eu expliquei para ela: ‘Vamos mudar o modelo. Vou comprar o álbum, pago um valor fixo ao artista e uso quantas vezes precisar nos aparelhos’. Foi assim que lançamos com a Pitty. Era um modelo ilimitado, algo inédito no Brasil. Pagamos o setup, e a música dela saiu em 2 milhões de aparelhos da Nokia. Foi um recorde!"
O sucesso consolidou uma estratégia que, por anos, impactou o consumo de música no Brasil. Apesar das resistências iniciais de outras gravadoras, o caso da Pitty mostrou que inovação e visão de mercado podem transformar até as indústrias mais conservadoras.
Hoje, Fátima avalia o cenário com a experiência de quem viveu de perto as mudanças. "Ainda vejo as editoras e os artistas perdidos sobre como monetizar novas plataformas. É um mercado que precisa de flexibilidade para crescer. A música nunca será valorizada se mantivermos as mesmas amarras do passado", concluiu.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Baterista do Megadeth ouve Raimundos pela primeira vez e toca "Eu Quero Ver o Oco"
João Gordo anuncia rifa com disco do Iron Maiden autografado por Bruce Dickinson
As duas bandas de metal que James Hetfield não suporta: "Meio cartunesco"
Edu Falaschi confirma membros do Angra e Fleshgod Apocalypse em show de São Paulo
O disco do Sepultura pelo qual Derrick Green gostaria de ser lembrado
Os erros e acertos do Bangers Open Air 2026, segundo canal Detector de Metal
Dave Mustaine revela suas inspirações: "As pessoas perdem a cabeça quando conto o que ouço"
O álbum do Metallica que "reação foi mais cruel do que o esperado", segundo Lars Ulrich
Metallica disponibiliza no seu canal do YouTube show realizado em 1988
10 bandas de rock que já deveriam ter se aposentado, segundo o Guitars & Hearts
Os dois melhores álbuns dos anos 1970, segundo David Gilmour
O lendário bootleg do Led Zeppelin que mostra por que a banda era outra coisa ao vivo
Angra celebrará 30 anos de Holy Land com show em Porto Alegre em setembro
Metallica reúne mais de 90 mil pessoas no primeiro show de 2026
Qual foi a sensação de Rob Halford ao ouvir o Black Sabbath pela primeira vez

Pitty relembra comentários de que "homem não gosta de rock com mulher cantando"


