O estilo musical caribenho que não evoluiu com o tempo, segundo Andreas Kisser
Por Gustavo Maiato
Postado em 12 de janeiro de 2025
Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, comentou em entrevista ao canal Splash sobre suas impressões a respeito do reggae, gênero caribenho que, segundo ele, tem grande potencial de evolução, mas que em muitos casos ficou preso a estereótipos. A fala veio ao abordar possibilidades futuras para sua carreira após o fim do Sepultura, incluindo um possível projeto ao lado de Derrick Green, vocalista da banda.
Sepultura - Mais Novidades
Na entrevista, Kisser destacou que o reggae, apesar de sua riqueza musical e legado de artistas como Bob Marley, muitas vezes se limita a temáticas repetitivas, como liberdade e revolução. "Muito do reggae não evoluiu porque ficou preso a estereótipos. Esses temas de liberdade são importantes, mas não precisam ser o único foco. Bob Marley é o maior símbolo do reggae, mas o gênero pode ir além disso. Há muito mais a ser falado e transmitido por meio desse estilo, que tem características próprias e, ao mesmo tempo, um enorme potencial de expansão", afirmou.
Para Kisser, a fusão de estilos é um caminho interessante para trazer novos ares ao gênero. Ele mencionou o exemplo de Marley, que incorporou o rock ao reggae, inclusive destacando o uso de solos de guitarra mais pesados em suas composições. "No filme, vimos como ele incluiu um guitarrista de outra banda para criar solos mais próximos do rock, e isso o colocou em um lugar especial. Seria incrível ver o gênero dialogando com algo mais pesado, como algumas bandas já fazem. Esse desafio de misturar estilos, sem perder o que faz do reggae algo único, seria maravilhoso."
Kisser também ressaltou que, mesmo explorando outros estilos, não deixaria de lado sua identidade musical, marcada pelo peso do metal. "O metal é quem eu sou, é a base do que faço, e nem consigo fugir disso. A mão é pesada, é o meu jeito. Por isso é interessante explorar outros estilos que não são tão óbvios, mantendo a atitude que define o metal. A dinâmica muda completamente, seja no estúdio, seja ao vivo, até mesmo nas letras. Essa interação com outros estilos pode criar algo novo e expandir os limites criativos."
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O lendário álbum dos anos 1970 que envelheceu mal, segundo Regis Tadeu
Churrasco do Angra reúne Edu Falaschi, Rafael Bittencourt, Kiko Loureiro, Fabio Lione e mais
Nenhuma música ruim em toda vida? O elogio que Bob Dylan não costuma fazer por aí
Adrian Smith detona uso de Inteligência Artificial na música: "É o começo do fim!"
O pior disco do Judas Priest, segundo o Loudwire
Max Cavalera celebra 30 anos de "Roots" com dedicatória especial a Gloria Cavalera
10 clássicos do rock que soam ótimos, até você prestar atenção na letra
A música mais ouvida de cada álbum do Megadeth no Spotify
Aos 94, "Capitão Kirk" anuncia álbum de metal com Zakk Wylde e Ritchie Blackmore
A maior canção de amor já escrita em todos os tempos, segundo Noel Gallagher
Ex-membros do Live pedem que vocalista pare de usar nome da banda
Bruce Dickinson cita o Sepultura e depois lista sua banda "pula-pula" favorita
As 11 melhores bandas de metalcore progressivo de todos os tempos, segundo a Loudwire
Três "verdades absolutas" do heavy metal que não fazem muito sentido
Slash aponta as músicas que fizeram o Guns N' Roses "rachar" em sua fase áurea



Artista que fez capa de "Roots" considerou processo de criação um "pé no saco"
Regis Tadeu revela por que Sepultura decidiu lançar trabalho de estúdio antes de encerrar
Como o Sepultura ajudou a mudar a história de uma das maiores gravadoras da história do metal
Andreas Kisser posta foto da formação clássica do Sepultura em seu Instagram
A banda britânica que ensinou Andreas Kisser a tocar guitarra
A música do Black Sabbath que é o "marco zero" do thrash metal, segundo Andre Barcinski
Angra, Helloween e Arch Enemy puxaram a fila: 5 bandas que ganhariam com retornos
O sufoco que Derrick Green passou em uma pizzaria ao se mudar pro Brasil
"Eu nunca fiz parte do Sepultura, sempre fui um músico autônomo, contratado", diz Eloy


