Roger Waters indignado por sua música não tocar na rádio: "Eles sabem que não é boa!"
Por Bruce William
Postado em 26 de fevereiro de 2025
Roger Waters nunca foi conhecido por medir palavras. Desde sua saída do Pink Floyd nos anos 80, o baixista e compositor acumulou desavenças com a indústria musical e até mesmo com seus antigos colegas de banda. Mas uma das situações mais inusitadas ocorreu em 1992, quando seu single "What God Wants" não recebeu a atenção que ele esperava das rádios britânicas. Revoltado, Waters atacou a BBC e fez declarações polêmicas sobre o motivo de sua música ter sido ignorada.
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O single fazia parte do álbum "Amused to Death", um disco conceitual com forte crítica social, dividido em três partes ao longo do álbum. A estrutura longa e densa da faixa não era exatamente o tipo de música que as rádios convencionais tocavam com frequência, mas Waters pareceu não considerar essa possibilidade. Em entrevista à Q Magazine, resgatada pela Far Out, ele disparou contra a rádio BBC Radio 1, afirmando que sua canção havia sido rejeitada por ser considerada "ruim demais" para o público britânico.
"A Radio 1 não vai tocar minha porra de single porque eles sabem que ele não é bom. Eles sabem que não é tão bom quanto Erasure ou Janet fucking Jackson. Eles sabem que o público britânico não deveria estar ouvindo isso. Isso me faz ferver o sangue!" reclamou Waters. Além disso, ele ainda criticou o que via como um favorecimento das rádios a artistas mais jovens: "Se você não tem 17 anos e um boné de beisebol virado para trás, eles não querem saber de você."
A revolta de Waters, no entanto, ignorava o fato de que as rádios sempre privilegiaram faixas mais acessíveis e de curta duração. Durante sua época no Pink Floyd, suas composições mais extensas eram bem recebidas devido ao contexto da banda, mas sua carreira solo seguiu um caminho diferente. Em vez de reconsiderar seu formato, Waters atacou os artistas populares da época, como se a falta de espaço para sua música fosse um reflexo da qualidade do que estava sendo tocado.
Embora sua indignação tenha rendido manchetes, a realidade era que "Amused to Death" não se tornou um fenômeno comercial como seus trabalhos anteriores. Apesar de aclamado por fãs e críticos, o disco não conseguiu competir com o som mais radiofônico que dominava o mercado nos anos noventa. No fim, Waters continuou sua trajetória como um artista respeitado, mas cada vez mais distante do mainstream - e sempre disposto a culpar alguém por isso.
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