Regis Tadeu expõe verdadeira razão por trás do show de despedida do Black Sabbath
Por Gustavo Maiato
Postado em 11 de fevereiro de 2025
O crítico musical Regis Tadeu comentou, em vídeo publicado em seu canal no YouTube, sua visão sobre o show de despedida do Black Sabbath, marcado para 5 de julho no Villa Park, estádio do Aston Villa, em Birmingham. Segundo ele, o evento tem um objetivo claro: encerrar a trajetória de Ozzy Osbourne de forma simbólica, uma vez que sua saúde não permite mais performances regulares.
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"Não se admite publicamente que Osbourne está em declínio", afirmou Tadeu. "O show de despedida surge como uma tentativa de encerrar a carreira – e, simbolicamente, a própria trajetória – de forma ordenada."
A apresentação reunirá a formação original do Black Sabbath e terá participação de diversas bandas e artistas, que tocarão uma ou duas músicas cada. A produção musical ficará a cargo de Tom Morello, guitarrista do Rage Against the Machine. A iniciativa surpreendeu o público, especialmente porque a banda já havia feito uma turnê de despedida em 2017, também em Birmingham, registrada no DVD "The End".
A grande preocupação em torno do evento recai sobre o estado de saúde de Osbourne. Diagnosticado com Parkinson e enfrentando dificuldades severas de locomoção e fala, o vocalista de 75 anos luta para manter uma imagem de vitalidade. Para Regis Tadeu, no entanto, o show não passa de uma formalidade que mascara a realidade.
"O espetáculo configura-se como uma tentativa de transformar o declínio físico de uma lenda em um encerramento pomposo, como se o suposto imortal ‘Príncipe das Trevas’ ainda pudesse se reerguer para um último ato", argumentou.
Tadeu reforçou que, nos bastidores, a condição do cantor preocupa. "Ozzy chega ao ponto de ter dificuldade para se locomover e sua fala está comprometida de forma irreversível. Agora, ele será levado ao palco mais como um monumento, em cadeira de rodas, pois não consegue mais andar", revelou.
Ainda assim, a despedida carrega um peso emocional para o artista. "Ele escolheu retornar à sua terra natal para esse último show. Depois de décadas nos Estados Unidos, onde construiu sua carreira solo e viveu ao lado de Sharon Osbourne, ele agora busca um ponto de ancoragem em Birmingham, o último lugar onde ainda se sente confortável", explicou o crítico.
Segundo os organizadores, parte dos lucros do evento será revertida para três hospitais que tratam pacientes com Parkinson e crianças gravemente doentes. No entanto, Tadeu acredita que o evento também serve para manter a mística de Osbourne intacta.
"O mais irônico é que as pessoas se recusam a ver a realidade", destacou. "Todos fingem que ele está bem, que sua presença no palco ainda é uma grande celebração da música, mas ninguém encara o óbvio: Ozzy está completamente dilacerado pela idade e pela doença."
Outro ponto levantado pelo crítico é a ausência de nomes importantes na formação da banda para o evento. Bob Daisley, lendário baixista que trabalhou com Osbourne nos primeiros discos da carreira solo, não foi convidado. "Daisley já processou Ozzy e Sharon pelos direitos autorais de algumas músicas, então não é surpresa que ele tenha sido deixado de fora", comentou Tadeu.
O mesmo acontece com Tommy Aldridge, baterista veterano que tocou com Osbourne por anos. "Será que Tommy não foi convidado devido à sua saúde debilitada nos últimos anos?", questionou.
A expectativa para o evento segue alta entre os fãs, mas, para Regis Tadeu, o show será mais uma despedida melancólica do que uma celebração. "No fim das contas, esse é o último grito de um artista cuja voz já foi abafada pela dor e pelo cansaço", concluiu.
Confira o vídeo abaixo.
O último show do Black Sabbath
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