Marty Friedman revelará detalhes da saída do Megadeth: "Não há desculpas para o que fiz"
Por Gustavo Maiato
Postado em 03 de fevereiro de 2025
Marty Friedman voltou a falar sobre sua saída do Megadeth e admitiu que não deixou a banda "da maneira mais amigável". Em entrevista ao Meltdown’s WRIF (via Ultimate Guitar), o guitarrista abordou o tema, que é um dos destaques de sua autobiografia "Dreaming Japanese".
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"Eu parei completamente de dar entrevistas sobre o Megadeth", revelou Friedman. "E fiz disso uma cláusula em qualquer contrato relacionado a uma apresentação ao vivo ou qualquer outra coisa. Tipo: ‘Vocês não podem mencionar Megadeth no cartaz, no anúncio, no título, em nada.’ E fiz isso por 23 anos."
No entanto, ao escrever sua autobiografia, ele viu necessidade de abrir exceção. "Esse é um grande pedaço da minha história, então agora é hora de falar sobre as coisas que realmente aconteceram, em detalhes, com honestidade e respeito a esse período", explicou.
Friedman reconheceu que sua saída não foi tranquila. "Não vai me fazer parecer bem, já estou te dizendo isso agora, quando você ler [no livro]. Eu não saí da banda da maneira mais amigável e meio que... não quero dizer que ‘ferrei a banda’, mas não foi uma coisa legal de se fazer."
"Claro, eu não tinha absolutamente nenhuma escolha a não ser fazer o que fiz, e você vai entender por quê. Mas me sinto muito mal pela forma como saí e pela situação em que os deixei. E você vai ver no livro por que aconteceu daquela forma", acrescentou. "Não há desculpa para o que fiz, mas não teria acontecido de outro jeito."
Apesar disso, o guitarrista acredita que tudo acabou bem para ambos os lados. "Eu estou muito feliz por ter saído da banda e ter conseguido fazer coisas que superaram em muito meu tempo lá, e a banda fez coisas maravilhosas na minha ausência, então acho que todo mundo ganhou", afirmou. "Mas, naquele período de tempo, não foi algo bom para ninguém, e acho que é isso que torna a leitura interessante."
Friedman também relembrou sua reunião com o Megadeth em 2023, no Budokan. "Quando você está em uma banda, especialmente no nível em que estávamos, existe um vínculo que, de algumas formas, é mais forte do que família", disse. "E nós sabíamos, especialmente eu e Dave Mustaine, que o desejo de tocar juntos no Budokan era algo... como um daqueles sonhos de infância, sabe? Significava muito para nós naquela época, e mesmo depois de termos seguido caminhos diferentes, era uma pendência a ser resolvida."
Agora, com o lançamento do livro, Friedman acredita que os fãs poderão entender sua decisão. "Pelo menos as pessoas terão um encerramento sobre isso; elas vão saber os porquês e os comos", concluiu.
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