A opinião de Lars Ulrich sobre a produção do álbum "Death Magnetic" do Metallica
Por Gustavo Maiato
Postado em 17 de março de 2025
O álbum "Death Magnetic" (2008) do Metallica esconde algumas boas composições como "Cyanide", "The Day That Never Comes" e "That Was Just Your Life" e hoje em dia é um disco considerado mediano pelos fãs da banda.
A produção ficou com Rick Rubin, que deixou o Metallica mais à vontade no estúdio para trabalhar suas ideias. Essa baixa interferência resultou em um álbum mais com a cara da banda. O baterista Lars Ulrich explica mais em entrevista publicada pelo Ultimate Guitar.

"O ótimo de trabalhar com Rick é que ele nunca estava por perto. Eu diria que esse é um ponto muito forte, porque nos deixou assumir totalmente o trabalho e o planejamento do processo de composição e gravação", afirmou Hammett. "Claro, Rick esteve presente em parte do processo – quando gravamos bateria e vocais – mas o fato de estarmos isolados em nosso estúdio, trabalhando nas músicas sozinhos, fez uma grande diferença, pois manteve nosso som puro. Dessa forma, tivemos mais Metallica do que nunca, em comparação ao que fazíamos com Bob Rock."
Hammett ainda comentou como a influência de Rock costumava se infiltrar no som da banda, enquanto Rubin optou por uma abordagem mais distante. "Bob adicionava muito de sua própria visão musical, e com isso vinham suas influências, estilo, peculiaridades e até algumas decisões que acabavam entrando no nosso som", explicou. "Com Rick, porque ele não estava presente o tempo todo, o que temos aqui é quase 100% Metallica sem interferências. Ele vinha e dizia: 'Isso está bom, isso não está, mudem isso'. E nós tínhamos que descobrir como fazer essas mudanças por conta própria. Esse é o som mais puro que tivemos em muito tempo."
Lars Ulrich e "Death Magnetic"
Em outras oportunidades, curiosamente, o próprio Lars Ulrick reclamou de como Rick Rubin conduziu a produção de "Death Magnetic". Em entrevista ao Rock City (via Ultimate Guitar), ele explicou: "Rick realmente queria nos empurrar para algo mais intenso. Ele nos encorajava a sermos mais loucos, a fazermos músicas mais longas... Uma de suas palavras favoritas que ele sempre dizia para mim era: 'Faça mais ridículo.'"
Ele concluiu: "Com ‘Death Magnetic’, gastamos muito tempo pensando, e isso nos levou a um som mais exagerado. Eu amo o Rick, e não mudaria nada, mas para esse álbum, foi bom apenas tocar e deixar as coisas acontecerem de forma mais orgânica, mais do coração do que da cabeça."
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