O incrível músico que o Black Sabbath pensou em chamar, mas Ozzy Osbourne rejeitou a ideia
Por Bruce William
Postado em 03 de março de 2025
Nos anos 70, o Black Sabbath buscava expandir seu som, incorporando elementos além do peso das guitarras de Tony Iommi. O uso de teclados começou a ganhar espaço na banda, mas nem todos estavam confortáveis com essa mudança. Um dos músicos considerados para integrar o grupo foi Rick Wakeman, do Yes, mas a ideia encontrou resistência de Ozzy Osbourne.
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A relação entre Wakeman e o Sabbath começou durante as gravações de "Sabbath Bloody Sabbath" (1973). O tecladista foi convidado por Iommi para participar da faixa "Sabbra Cadabra", adicionando um órgão que deu à música uma atmosfera única. O resultado agradou tanto que surgiu a possibilidade de Wakeman se juntar oficialmente à banda, relembra a Far Out.
O próprio Wakeman relembrou o episódio em conversa com a Classic Rock: "Tony Iommi, que é um grande amigo, me contou que a banda realmente considerou me chamar para entrar no Black Sabbath, porque nos dávamos muito bem e eles queriam expandir o som. Mas Ozzy ficou preocupado, provavelmente com razão, sobre como os fãs de metal reagiriam."

A resistência de Ozzy fazia sentido dentro do contexto da época. A banda já havia sido criticada por introduzir pianos e sintetizadores em músicas como "Changes", e a presença de Wakeman poderia afastar ainda mais o público que via o Sabbath como um grupo essencialmente pesado.
No fim, Wakeman seguiu com sua carreira no Yes e em outros projetos, enquanto o Black Sabbath continuou incorporando teclados em seus discos, muitas vezes tocados pelo próprio Iommi ou por músicos convidados. Curiosamente, anos depois, seu filho Adam Wakeman chegou a excursionar com o Sabbath, mostrando que a conexão entre as duas partes nunca se perdeu totalmente.

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