O improviso que Robert Plant se arrepende de ter feito, e que nunca mais será esquecido
Por Bruce William
Postado em 11 de maio de 2025
Robert Plant sempre foi — e será — lembrado como o vocalista explosivo do Led Zeppelin, com sua mistura de blues, mitologia e referências a Tolkien, além de uma postura de palco que influenciou e mexeu com gerações. Mas nem tudo o que dizia no palco ou em estúdio era calculado. E, como qualquer um que já se ouviu em uma gravação antiga e ficou com vergonha, Plant também tem seus momentos que preferia esquecer.
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Um deles aconteceu em 1973, mas só se tornaria público três anos depois, com o lançamento do filme "The Song Remains the Same". Durante um dos grandes momentos de "Stairway to Heaven", logo após cantar "And the forests will echo with laughter", que no contexto da letra poética e com um clima meio etéreo e místico significa "E as florestas ecoarão com sorrisos", Plant soltou uma frase improvisada: "Does anybody remember laughter?" — algo que não estava na versão de estúdio e, para ele, deveria ter ficado só ali, no palco.
Naquele contexto, a improvisação soa quase existencial ou até dramática, como se ele estivesse perguntando, no meio de uma música cheia de símbolos e tensão: "Com tudo isso acontecendo, vocês ainda lembram do que é rir?" Mas o tom não pegou muito bem e, para alguns — incluindo o próprio Plant — acabou soando meio forçado ou exagerado.
Décadas depois, em 2007, o projeto de relançamento da trilha e do filme quase travou por causa disso. Segundo o produtor Kevin Shirley, que trabalhou na nova edição ao lado de Plant, o vocalista ficou desconfortável ao rever esse trecho. "Quando chegou naquela parte de 'Stairway to Heaven' em que ele solta 'Does anyone remember laughter?', ele se encolheu e perguntou se dava pra apagar. 'Você pode até se encolher, mas não tem como apagar: já foi, tá gravado. É parte da história!'", contou Shirley, em transcrição feita pela Far Out.
Apesar da resistência, Plant acabou cedendo e deixou a fala no corte final, mas pediu que outras improvisações menores fossem retiradas — como alguns dos clássicos "baby, baby, baby" que costumava soltar com frequência. No fim, teve que conviver com a escolha feita ali no calor do momento. A pergunta sobre o riso, que talvez soasse pretensiosa ou fora de hora, virou parte do legado. Um daqueles improvisos que o artista se arrepende, mas que o público nunca vai esquecer.
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