Iggor Cavalera explica visual das bandas brasileiras de metal extremo nos primórdios
Por João Renato Alves
Postado em 01 de maio de 2025
Durante entrevista ao canal White Centipede Noise, da Alemanha, Iggor Cavalera foi questionado sobre o visual das bandas da cena extrema brasileira em seus primórdios. Sepultura, Sarcófago e outros grupos se valiam de representações que visavam chocar, mesmo que para isso corressem o risco da interpretação equivocada. Disse o baterista, de acordo com transcrição do Blabbermouth:
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"Não era realmente sobre venerar o diabo, mas atacar a igreja, o que é muito diferente. Para nós, se tratava de algo bem mais político. A igreja controla tudo na América do Sul, eles estão envolvidos na política e, como todos sabemos, são o que há de mais perverso. Eles chegaram e realmente estupraram a terra com a colonização e tudo mais. Então, ir contra a igreja era um ato de rebelião. Também fazia mais sentido atacar isso do que apenas o governo em geral, até porque eles são a mesma coisa na nossa visão."
Para obter tal efeito, a referência principal veio do punk. "Os Sex Pistols se rebelavam contra a rainha. No nosso caso, o alvo era a igreja, porque eles estão todos conectados. Acho que é aí que fica meio confuso, pois nunca fomos adoradores de Satanás, essa não era a nossa praia. Claro, eu estudo muito sobre o lado obscuro das coisas, leio muitos livros, mas nunca fui adepto. Acredito que são todos criação da mesma coisa — o mal e o bem. Satanás, na minha opinião, também é uma criação da igreja. Então, para nós, adorar isso, era quase tipo: ‘Ah, como é que vocês não aceitam Jesus, mas aceitam aquele, que é meio que... eles são o yin-yang’."
A própria temática lírica teve uma origem diferente das principais influências dos brazucas. "O metal era um dos estilos cujas ideias gostávamos, mas não apreciávamos como era feito na Europa ou na América, porque era muito polido. E eles falavam sobre dragões e castelos. Pensávamos: 'Essa não é a nossa realidade'. Então, acho que foi aí que começou."
Iggor segue em seu projeto com o irmão Max Cavalera, tocando material dos primórdios do Sepultura. A dupla tem shows agendados para a temporada de festivais de verão no hemisfério norte. Paralelamente, o baterista segue com seu projeto misturando percussão e música eletrônica, tendo realizado uma turnê recentemente pela Europa.
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