Massacration: como Iggor Cavalera fez com que a banda começasse a tocar ao vivo
Por Mateus Ribeiro
Postado em 20 de agosto de 2021
O humorista Marco Alves, conhecido por fazer parte do programa humorístico "Hermes e Renato" e por ser guitarrista da banda Massacration, participou do Colisão Podcast, em episódio que foi ao ar na última segunda-feira (16 de agosto).
Durante a sua participação, que teve trechos publicados pelo canal Cortes do Colisão [OFICIAL], Marco falou sobre como o baterista Iggor Cavalera (Cavalera Conspiracy, ex-Sepultura) fez com que o Massacration começasse a se apresentar ao vivo.
Um internauta que estava assistindo a entrevista perguntou como foram as turnês da banda com Iggor Cavalera como baterista. Antes de responder, Marco mostrou sua admiração pelo Sepultura. "Cara, primeiro, antes de tudo, foi a realização de um sonho assim, porque, eu quando moleque, [era] muito fã de Sepultura. Sepultura pra mim era... quando eu tinha 15 anos de idade, maior orgulho, né, ter uma banda brasileira que chegasse a esse patamar. E tudo né? O som, a estética dos caras, o visual, tudo eu achava que os caras ‘tavam’ a frente do nosso tempo. Inclusive eu ia nas lojas de discos garimpar os discos. Uma loja ou outra [tinha], muito difícil a gente encontrar um vinil do Sepultura assim, naquela época, porque só em lojas especializadas. E aí eu fazia esse garimpo e ficava andando com o disco do Sepultura debaixo do braço".
Na sequência, Marco contou como os caminhos do Massacration e do baterista se cruzaram. "Aí depois mais tarde a gente veio a conhecer os caras e o Iggor... Na verdade, o Massacration começou a tocar ao vivo porque o Iggor chamou a gente pra abrir os shows do Sepultura, né? E a gente [falou] ‘porra, a gente não tem baterista, não sei o que’. E o Iggor falou assim ‘não, eu faço questão de tocar. Só vai rolar se eu puder fazer a batera’. Ele usava uma máscara, uma camisa de manga comprida pra não aparecer as tatuagens e não ser reconhecido e tocava antes do show [do Sepultura]".
Segundo Marco, a experiência foi ótima, porém, a entrada de Iggor gerou um pequeno "problema". "Foi muito legal, mas o problema é que as músicas ficaram bem mais rápidas. Ele tomava um tanto assim de guaraná em pó, fazia tipo uma lama de guaraná em pó, bebia e ao vivo ele tocava bem rápido".
O trecho que Marco fala sobre Iggor Cavalera pode ser visto no player abaixo.
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