A linha de baixo que prova a genialidade de Paul McCartney - mas George Harrison não queria
Por Bruce William
Postado em 16 de julho de 2025
Escolher a melhor linha de baixo de Paul McCartney é tão difícil quanto escolher a melhor música dos Beatles. Conforme aponta a Far Out, são muitas, e todas diferentes. Há dias em que o peso brutal de "Helter Skelter" parece imbatível. Em outros, é a batida simples de "The Ballad of John & Yoko" que conquista. O fato é que qualquer iniciante no instrumento tem muito a aprender só escutando o que McCartney fez ao longo da carreira, e talvez nenhum curso básico ensine tanto quanto o repertório dele.

Mas se existe um disco que leva o estudo do baixo para outro nível, esse disco é "Abbey Road". Ali, McCartney conseguiu encontrar o ponto exato entre ser técnico e não ofuscar a música. As linhas soam melódicas, firmes e essenciais para cada faixa. Em "Come Together", entregou um dos riffs mais icônicos do rock. Em "I Want You (She's So Heavy)", criou um baixo sutil, quase sorrateiro, mas que carrega a canção inteira. E, no medley do lado B, virou praticamente um show à parte.
Ainda assim, foi em "Something" que McCartney atingiu o auge como baixista. Não é algo que se percebe logo na primeira audição, até porque, se o baixo for a primeira coisa que chama atenção nessa música, talvez haja algo errado. Afinal, "Something" tem um pouco de tudo: órgão de Billy Preston, arranjos de cordas de George Martin e a composição impecável de George Harrison. Um daqueles momentos em que os Beatles, como banda, estavam no auge.
O curioso é que, segundo o próprio Paul, nem todo mundo ficou convencido com o baixo logo de cara. Em entrevista à Bass Player, ele contou: "Sempre tento colocar um pouco de melodia na linha de baixo, mas não muito, senão você acaba atrapalhando ou tocando notas demais. Tem que saber dosar, senão o compositor pode não gostar. Acho que o George não ficou muito satisfeito no começo com o que eu fiz em 'Something'. Tive que vender a ideia pra ele!"
Ainda bem que conseguiu. O baixo de "Something" virou um exemplo clássico de como Paul McCartney transformava um instrumento de acompanhamento em peça fundamental, sempre a serviço da música, mas com a assinatura inconfundível dele.
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