O projeto que fez Andreas Kisser perceber que, se não estudasse, seria engolido
Por Gustavo Maiato
Postado em 09 de julho de 2025
No podcast Bucket List, o guitarrista Andreas Kisser relatou que seu projeto Brasil Rockstars, criado em 2002, o fez perceber a urgência de intensificar o estudo de guitarra para não ficar "engolido" pelo alto nível técnico. As sessões reuniam músicos como Paulo Zinner na bateria e Sílvio Alemão no baixo, além de convidados de renome. Segundo ele, a complexidade dos arranjos exigia domínio prévio de cada canção.
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O formato do Brasil Rockstars permitia que Kisser convidasse nomes como Samuel Rosa, Tony Beloto e Nando Reis para tocar clássicos do rock. A banda-base contava ainda com Daniel la Torre e Ramond na percussão e o gaitista Vasco Faé entre os convidados. Em cada show, surgiam desafios técnicos e de improvisação, o que obrigava estudo intenso. Kisser definiu o projeto como um "laboratório musical" para testar arranjos e aprimorar técnicas. O resultado, segundo o guitarrista, elevou seu nível de confiança no palco.
Até então, Andreas Kisser dedicava-se exclusivamente ao Sepultura, banda que enfrentava crises após a saída de Max Cavalera e, mais tarde, de Igor Cavalera. O grupo passou por disputas jurídicas e acusações de "roubo" do nome, afirma Kisser. "A galera falava que eu tinha roubado o nome do Sepultura", contou ele. Na prática, ficou claro que dependia de repertório limitado e precisava ampliar repertório e técnica. O cenário conturbado reforçou a urgência de investir em estudo.
"Se o cara te convida para fazer uma canja, você não vai chegar lá e não sabe o que tá fazendo. Muito antes, domina a parada", disse Kisser. Ele também brincou: "Primeira linha, muda as coisas em dois segundos. Ah, não vai por aqui, muda tom, muda não sei o quê." Para o guitarrista, cada nuance do arranjo exigia estudo prévio, sob pena de se perder no palco.
Confira a entrevista completa abaixo.
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