A banda que Chris Cornell chamou de "o Led Zeppelin americano"
Por Bruce William
Postado em 03 de julho de 2025
Antes mesmo do grunge colocar Seattle no mapa da música mundial, Chris Cornell já tinha seus heróis locais bem definidos. Em meio a tantas influências vindas do Reino Unido, havia uma banda formada ali mesmo, nos Estados Unidos, que ele enxergava como uma versão americana do Led Zeppelin, não apenas pelo som, mas pela força criativa, pela entrega no palco e, principalmente, por suas vocalistas.
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Durante um especial da VH1 sobre os maiores artistas do hard rock, em 2000, Cornell foi direto ao ponto: "Para mim, eles eram como uma versão americana do Led Zeppelin", disse, em transcrição da Rock And Roll Garage. A comparação não era à toa. Ele falava da banda Heart, liderada pelas irmãs Ann e Nancy Wilson, que surgiram nos anos 1970 misturando rock pesado com melodias sofisticadas e arranjos cheios de personalidade. O impacto delas em Seattle foi enorme e, para um jovem Cornell, aquilo mostrava que a cidade podia produzir algo grande.
Antes mesmo do sucesso com o Soundgarden, Chris chegou a conviver com as irmãs Wilson. Nos anos 80, quando a cena local ainda engatinhava, Ann e Nancy costumavam abrir as portas de casa para músicos da região. Ajudavam com equipamento, davam conselhos e até ajudavam a pagar contas de quem tentava sobreviver tocando. Aquela generosidade e força criativa deixaram marcas profundas em quem estava começando, e Cornell nunca esqueceu disso.
Em 2013, coube a ele a missão de apresentar o Heart no Rock and Roll Hall of Fame. No discurso, falou sobre o simbolismo daquelas duas mulheres ocupando espaço num universo dominado por homens. "Heart, com duas Joanas D'Arc na linha de frente chutando bundas, derrubaram qualquer barreira sexual que estivesse no caminho, armadas com o puro poder do rock and roll." Para ele, a banda era mais que uma influência musical, era a prova de que Seattle podia gerar algo que o mundo inteiro respeitasse.
Cornell também destacou a força do repertório da banda, mencionando álbuns como "Dreamboat Annie", "Little Queen" e "Dog and Butterfly". "Eles seguiam os passos do Zeppelin, exibindo uma variedade impressionante. E quando digo variedade, não me refiro apenas à voz épica da Ann, mas ao que eles conseguiam fazer musicalmente." No centro disso tudo, estava a conexão entre as irmãs, que segundo ele, tinham uma sintonia quase inexplicável, cultivada por décadas de estrada e reinvenções.
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