Aimee Mann - A Voz Angelical do Rock'n'Roll
Por Edsão
Postado em 24 de agosto de 2025
É isso, aí, Whiplashers, hoje terei o prazer de falar sobre uma força da natureza; artista absolutamente singular, e grande mulher, literalmente, -e em todos os sentidos-, pois, além do talento incomensurável, ela tem 1,85 de altura.
Uma sexagenária belíssima e sensível, minha cantora preferida e compositora extraordinária, com quarenta anos de carreira formidável, mais de dez álbuns lançados, e premiada com um Grammy por Melhor Álbum Folk em 2018, a voz angelical e musa do Rock Alternativo, Aimee Mann.

Nascida em Richmond, Virginia, Mann teve uma infância conturbada, em virtude de uma disputa desatinada dos pais divorciados, por sua guarda, o que resultou em sequelas psicológicas traumáticas até a maturidade.
Além de adorar basquetebol, desenhar histórias em quadrinhos e pintar, começou a tocar violão ainda adolescente, curtindo o som de artistas como: Patti Smith, Elton John, Leonard Cohen, David Bowie, Iggy Pop, e Steely Dan.
No início da década de 80, ingressou na Berklee College Of Music, em Boston, Massachusetts, pois desde menina desejava aprender contrabaixo elétrico.
Na faculdade conheceu Steve Vai, com quem viria a colaborar futuramente no CD dele de 2012, "The Story Of Light", dividindo os vocais na onírica faixa "No More Amsterdam".
Desistiu dos estudos e participou de bandas com pegadas new wave e punk rock, tocando baixo e cantando.
Em seguida, co fundou o grupo "’Til Tuesday" (inusitado nickname "até terça-feira"), lançaram um single de sucesso que alcançou o top ten da Billboard Hot 100, o que os levou a ganhar o prêmio de melhor artista revelação do ano de 1985 pela MTV Video Music Awards.
Suas vocalizações harmoniosas e encantadoras chamaram a atenção de ninguém menos que Geddy Lee, do Rush, que a convidou para fazer os backing vocals na faixa "Time Stand Still", do álbum "Hold Your Fire", lançado em 1987.
Além de cantar nos refrões da icônica canção, Aimee ainda participou das gravações do videoclipe da música. Uma façanha artística sem precedentes, pois foi a única vocalista, além de Lee, em um disco do power trio canadense em toda a história da banda.
A partir dos anos 90 deixou o 'Til Tuesday para dedicar-se à carreira solo, pois desejava compor canções mais melodiosas com letras de teor pessoal, conceituais e, por vezes, melancólicas.
Pressionada para criar material de apelo Pop, rebelou-se e rompeu com a indústria fonográfica; sentiu-se preterida pelo mainstream musical, e criou seu próprio selo: a SuperEgo Records, onde gravou álbuns e os vendeu diretamente aos fãs pelo seu site.
Sua obra amealhou milhares de admiradores de várias faixas etárias, e a tornou uma artista cult e outsider do sistema das grandes gravadoras.
Introspectiva e avessa a turnês, no fim da década, Aimee começou a apresentar-se regularmente na boate "Largo", em Los Angeles; uma casa noturna aconchegante e intimista que recebia famosos de Hollywood.
Um dos habitués do Clube era o renomado roteirista e diretor de cinema, Paul Thomas Anderson, do hit "Boogie Nights" que, impactado pelas performances de Mann, a ‘contratou para compor músicas para seu próximo projeto: a obra-prima dramática, Magnólia, de 1999.
A trilha sonora do longa-metragem contou com nove canções de Aimee Mann. A faixa "Save Me" foi indicada ao 56º Globo de Ouro e Oscar de Melhor Canção Original, na 41ª edição do Grammy Awards como Melhor Vocal Pop Feminino, e ela a apresentou na 72ª Premiação da Academia de Ciências Cinematográficas.
O filme foi aclamado por público e crítica, e, de tão fascinado pelo som da musicista, Anderson incluiu na película uma sequência em que os atores cantam na íntegra a pungente balada "Wise Up" no terceiro ato, numa homenagem a ela dentro da trama.
No início dos anos 2000, após seu ônibus on tour capotar por ter sido abalroado por um motorista embriagado, Aimee entrou em depressão e precisou internar-se em uma clínica para cuidar de sua saúde mental.
Recuperada e fortalecida, nos anos seguintes lançou álbuns de estúdio, ao vivo, e de Natal, fez pontas como atriz em séries televisivas e animadas, exposições de seus quadros, se apresentou para o então presidente, Barack Obama, na Casa Branca, em um seminário de poesia, participou de movimentos feministas e em campanhas contra a eleição do grotesco Donald Trump.
Em 2025, se reuniu com a 'Til Tuesday para seu primeiro show em 33 anos, e segue na estrada desde então.
Longa vida a esta diva do Rock Independente. Viva a Aimee Mann!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música de guitarra mais bonita da história, segundo Brian May do Queen
As 11 bandas de rock progressivo cujo primeiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
A banda iniciante de heavy metal que tem como objetivo ser o novo Iron Maiden
Angela Gossow afirma que Kiko Loureiro solicitou indenização por violação de direitos autorais
"Provavelmente demos um tiro no próprio pé" diz Rich Robinson, sobre o Black Crowes
10 músicas do Kiss para quem não gosta do Kiss
Max Cavalera diz que tema de novo disco do Soulfly poderia render um filme
5 discos obscuros de rock dos anos 80 que ganharam nota dez da Classic Rock
Ouça o single punk gravado por Dave Murray antes do sucesso com o Iron Maiden
Jon Oliva publica mensagem atualizando estado de saúde e celebrando o irmão
O primeiro disco que Max Cavalera comprou; "Ouvia todos os dias"
Produção do Bangers Open Air conta como festival se adaptou aos headbangers quarentões
A opinião de Regis Tadeu sobre polêmica do Arch Enemy e Kiko Loureiro: "Virou paranoia"
O álbum do Testament onde os vocais melódicos de Chuck Billy não funcionaram
Alex Lifeson diz que primeiros ensaios do Rush com Anika Nilles não funcionaram tão bem

Cover: 15 bandas que são quase tão boas quanto o original
As regras do Punk Rock
O hino do Rock que todos conhecem mas só emplacou na 3ª vez em que foi lançado
Lars Ulrich concorda quando Bruce Dickinson diz que Maiden é superior ao Metallica
Paul Di Anno: Qual a opinião dele sobre os vocais de Bruce Dickinson?
O hit do Pink Floyd que foi última canção escrita por Roger Waters e David Gilmour juntos


