A gigante banda de prog onde Phil Collins quase ingressou; "fui ver eles um monte de vezes"
Por Bruce William
Postado em 08 de fevereiro de 2026
Phil Collins costuma ser lembrado por muita coisa ao mesmo tempo: baterista acima da média, cantor que assumiu o microfone quando Peter Gabriel saiu, e um cara que acabou virando popstar numa proporção que ninguém teria apostado no começo dos anos 70. Só que, bem ali no meio do caminho, existiu um "e se..." que poderia ter puxado a carreira dele para outro lugar.
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A história começa quando o Yes ficou sem Bill Bruford. Ele saiu em julho de 1972, logo depois de o grupo terminar as gravações de "Close to the Edge", para entrar no King Crimson. A vaga acabou ficando com Alan White, que assumiu a bronca às pressas para a turnê do álbum.
Só que, nesse mesmo período, Collins era um fã atento daquela cena e frequentava shows do Yes em Londres. E aí vem o detalhe que dá cara de filme: segundo o próprio, Jon Anderson chegou a passar o número dele, no estilo "qualquer coisa, me liga".
Collins contou isso num material ligado ao documentário Phil Collins: Drummer First, da Drumeo: "Eu quase entrei no Yes, na verdade. Eu fui ver eles um monte de vezes no Marquee. Em um desses shows, eu acabei indo para os bastidores. O Jon Anderson me deu o número dele e disse: 'Claro, cara, me liga', com aquela voz fininha dele. E eu nunca liguei! E eu sempre me pergunto o que teria acontecido se eu tivesse... Eu provavelmente não estaria aqui fazendo isso."
Esse é o tipo de relato que desmonta aquela ideia de "carreira inevitável". Porque não é que faltasse capacidade: o Collins baterista já era respeitado ali por perto, e o Yes, por definição, não chamava qualquer um para segurar a parte rítmica numa fase em que as músicas tinham várias mudanças e muita dinâmica.
O mais curioso é como a história vira uma espécie de espelho alguns anos depois. Bill Bruford, que tinha deixado o Yes para entrar no King Crimson, acabaria tocando com o Genesis ao vivo em 1976 (ele aparece no contexto daquela fase que rende o "Seconds Out"). Ou seja: as rotas se cruzaram de qualquer forma - só não do jeito "principal" que o telefone do Anderson sugeria.
E o Yes seguiu o caminho com Alan White, gravando e excursionando com ele a partir dali. Já Collins ficou no Genesis e, com o tempo, virou o tipo de nome que dispensava apresentações, o que faz essa cena do Marquee soar ainda mais estranha, quase doméstica: um cara antes do "Phil Collins" existir como fenômeno, com um papelzinho de telefone no bolso e nenhuma coragem de discar.
No fim das contas, talvez a melhor parte dessa história seja justamente ela não ter virado realidade: serve para lembrar que, no rock, às vezes a diferença entre duas linhas do tempo é só um telefonema que nunca aconteceu.
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