O álbum do Angra que a banda esperava que vendesse mais, segundo Fabio Lione
Por Gustavo Maiato
Postado em 04 de setembro de 2025
Em entrevista ao Ibagenscast, o vocalista Fabio Lione falou sobre as expectativas da banda em relação ao álbum "Cycles of Pain" (2023). Apesar da recepção extremamente positiva da crítica especializada e dos fãs, ele revelou que o grupo esperava um desempenho comercial mais expressivo.
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"Eu percebi que a banda estava feliz para caramba, mas no mesmo momento esperava mais, esperava mais da reação geral do mundo. As reviews ficaram todas top, ótima, incrível na Europa, na Alemanha, no Japão, no Brasil, mas hoje o CD físico praticamente não vende quase nada, né?", comentou Lione.
O cantor explicou que a mudança do mercado afetou diretamente o resultado. "A banda provavelmente esperava uma venda que fosse um pouco melhor. Agora, não é que vendeu mal, vendeu como o mercado está funcionando hoje. Uma banda que um dia vendia 300 mil cópias físicas, hoje vende 15 mil, 30 mil", disse.
Fabio Lione e as vendas de "Cycles of Pain"
Ainda assim, Lione frisou a dedicação envolvida na criação do disco: "É um assunto delicado porque você põe ideias, coração, alma para escrever algo. A ideia é sempre compensar, mas às vezes fica a dúvida. A música é isso: você entrega tudo e o resultado depende de muitos fatores".
O vocalista também adiantou que a banda discute possibilidades para o futuro próximo: "Não sei exatamente se a banda queria gravar um CD novo em breve. É mais fácil um EP ou algo especial, sabe? Também gravamos no 70000 Tons of Metal, e esse material pode virar outro produto. Só que tivemos um problema com o barulho do vento no navio, e precisamos ver se é possível resolver isso".
Lione destacou ainda a boa sintonia criativa com os colegas Felipe Andreoli e Bruno Valverde: "Estamos numa sintonia muito boa, principalmente eu, Felipe e Bruno. Às vezes eu faço um arranjo, o Felipe cria algo em cima, o Bruno já traz um riff ou ritmo diferente. Isso é importante porque gera música que não é genérica, não é básica, não é o clássico hard rock ou power metal, mas tem sempre algum detalhe que faz a diferença".
Segundo ele, esse cuidado em evitar fórmulas repetitivas é o que mantém o frescor do Angra. "Cada vez que você escuta o CD, percebe algo novo. Pelo menos eu gosto disso: escutar uma música e, a cada vez, sentir uma sensação diferente, notar um detalhe que não tinha notado antes. Nunca fui um cara que gosta de música muito básica, com três acordes. Por isso acho que Cycles of Pain tem esse valor artístico muito forte."
Confira a entrevista completa abaixo.
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