A banda de rock que tem o recorde de álbum com maior nome da história
Por Gustavo Maiato
Postado em 01 de outubro de 2025
Escolher o nome de um disco pode ser uma tarefa simples ou um verdadeiro manifesto artístico. Para o jornalista Tom Phelan, do Far Out Magazine, "O título de um álbum é uma âncora essencial da oferta de estúdio de um artista para o mundo."
Alguns artistas optaram pelo humor nonsense, como o Sparklehorse, que em 1995 lançou "Vivadixiesubmarinetransmissionplot". Outros preferiram títulos políticos e quase impronunciáveis, caso do Public Enemy em 2007 com "How To Sell Your Soul To A Soulless People Who Sold Their Soul?". Segundo Phelan: "Às vezes, títulos como o do Sparklehorse são um amontoado divertido de bobagens, enquanto outros, como o do Public Enemy, acabam se tornando atrocidades de pronúncia, apesar do sentimento sincero."
Nos anos 1990, Fiona Apple entrou para a história ao lançar em 1999 o álbum intitulado "When the Pawn Hits the Conflicts He Thinks like a King What He Knows Throws the Blows When He Goes to the Fight and He'll Win the Whole Thing 'Fore He Enters the Ring There's No Body to Batter When Your Mind Is Your Might So When You Go Solo, You Hold Your Own Hand and Remember That Depth Is the Greatest of Heights and If You Know Where You Stand, Then You Know Where to Land and If You Fall It Won't Matter, Cuz You'll Know That You're Right". O título, com 90 palavras, entrou para o Guinness World Records na época como o maior já usado em um álbum de estúdio.
Poucos anos depois, em 2007, o coletivo eletrônico belga Soulwax superou a marca com o disco de remixes chamado "Most of the remixes we've made for other people over the years except for the one for Einstürzende Neubauten because we lost it and a few we didn't think sounded good enough or just didn't fit in length-wise, but including some that are hard to find because either people forgot about them or simply because they haven't been released yet, a few we really love, one we think is just ok, some we did for free, some we did for money, some for ourselves without permission and some for friends as swaps but never on time and always at our studio in Ghent". Com mais de 100 palavras, o álbum elevou o nível da disputa.

Mas nada supera o feito do Chumbawamba. Em 2008, a banda de punk rock lançou seu décimo terceiro álbum intitulado "The Boy Bands Have Won, and All the Copyists and the Tribute Bands and the TV Talent Show Producers Have Won, If We Allow Our Culture to Be Shaped by Mimicry, Whether from Lack of Ideas or from Exaggerated Respect. You Should Never Try to Freeze Culture. What You Can Do Is Recycle That Culture. Take Your Older Brother's Hand-Me-Down Jacket and Re-Style It, Re-Fashion It to the Point Where It Becomes Your Own. But Don't Just Regurgitate Creative History, or Hold Art and Music and Literature as Fixed, Untouchable and Kept Under Glass. The People Who Try to 'Guard' Any Particular Form of Music Are, Like the Copyists and Manufactured Bands, Doing It the Worst Disservice, Because the Only Thing That You Can Do to Music That Will Damage It Is Not Change It, Not Make It Your Own. Because Then It Dies, Then It's Over, Then It's Done, and the Boy Bands Have Won". O título tem 156 palavras e 865 caracteres, o que garantiu ao grupo uma entrada oficial no Guinness World Records como o maior da história da música.
Curiosidades sobre a banda Chumbawamba
Nos anos 1990, poucas bandas misturaram política radical e sucesso mainstream como o Chumbawamba. Após 15 anos de militância no underground anarquista, o grupo inglês decidiu lançar mão de uma estratégia ousada: usar o pop como cavalo de Troia para suas ideias. Em 1997, o plano deu certo. O single "Tubthumping" virou hit global, vendeu milhões de discos e levou a banda a todos os cantos do planeta.
A música, com refrão sobre beber, cair e levantar, foi recebida como hino de festa. Mas, segundo o vocalista Dunstan Bruce, seu sentido era bem mais profundo. Em entrevista ao G1, ele explicou: "A música, na verdade, é sobre resiliência, sobre não se deixar abater. 'Não deixe os desgraçados te derrubarem'. É isso que ela está dizendo."
O grupo vivia de forma coletiva em um prédio ocupado em Leeds, onde as decisões eram tomadas por consenso e os lucros divididos igualmente. A fama, no entanto, trouxe críticas de fãs que acusavam a banda de ter "se vendido". Bruce rebate: "Na verdade, a gente tinha um plano de tentar fazer a diferença usando aquela posição privilegiada para divulgar causas diversas e dizer coisas na televisão ou na mídia."
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