Michael Schenker deixou o UFO quando a banda começou a fazer sucesso
Por João Renato Alves
Postado em 27 de dezembro de 2024
Recentemente, Michael Schenker lançou o álbum "My Years With UFO", repassando sua obra com a banda inglesa junto de uma série de convidados. O guitarrista alemão fará uma turnê em 2025 focada na obra, contando com o vocalista Erik Grönwall – ex-Skid Row e H.E.A.T.
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Durante entrevista ao canal Made in Metal, o instrumentista foi questionado sobre o que o levou a sair da banda pela primeira vez, ainda nos anos 1970. Ele respondeu, conforme transcrito pelo Blabbermouth:
"Depois que 'Lights Out' se tornou um sucesso, em 1977, senti a pressão do que viria. Eu não era mais livre. Senti que seríamos chicoteados, forçados a ganhar dinheiro para a gerência, etc., até morrermos. Não gostava da sensação de estar sob os holofotes e ter que fazer coisas indesejáveis. Gosto de me divertir fazendo meu trabalho, sem ser forçado. Música, para mim, é diversão, não obrigação. Então eu realmente larguei tudo, estava farto disso. Não queria fazer parte da corrida dos ratos, disputando quem seria o mais famoso. Não estava interessado nisso. Minha paixão é música e autoexpressão. Depois de dois meses, Pete Way (baixista) me convenceu a voltar. Gravei 'Obsession', e finalmente, depois de 'Strangers in the Night', segui meu próprio caminho e realizei minha própria visão."
Sobre o motivo pelo qual decidiu retornar ao UFO para gravar o álbum "Walk On Water", em 1995, Michael disse: "Phil (Mogg, vocalista) veio até mim com seu empresário e implorou: 'Michael, por favor. O UFO está completamente destruído. Você pode me ajudar a reconstruir a banda?' Respondi: 'Ok. Três condições. Uma é que eu fique com metade do nome. A segunda é que façamos isso com todos os seis membros originais, incluindo o produtor, Ron Nevison. E a terceira é que vendamos os discos na estrada. E foi isso. Ele concordou. E fizemos um álbum fantástico... Mais tarde, Phil quebrou o acordo e não quis ficar com as condições, então não achei justo."
Ao final, Schenker foi questionado se há algum tipo de relação com os remanescentes do grupo. "Bem, só restaram Andy (Parker, bateria) e Phil. Não tenho contato com Andy, mas vejo Phil de vez em quando porque ele mora na vila vizinha à minha. Acenamos um para o outro e é mais ou menos isso."
Nascido em Sarstedt, Alemanha Ocidental, Michael Schenker começou a tocar com o Scorpions aos 11 anos de idade. Quando o grupo lançou seu álbum de estreia, "Lonesome Crow", tinha 17.
Após uma turnê com o UFO como convidado, acabou se juntando ao grupo britânico. Entre idas e vindas, fez parte da banda em três distintas ocasiões.
Em sua lista de convites recusados ou ignorados estão propostas e testes com Aerosmith, Ozzy Osbourne, Rolling Stones (esta só ele lembra) e Deep Purple.
Após um breve retorno ao Scorpions, se estabeleceu de vez como cabeça de uma banda que já se chamou Michael Schenker Group (reutilizado atualmente), McAuley Schenker Group, Michael Schenker’s Temple Of Rock e Michael Schenker Fest.
Também participou do supergrupo Contraband, com integrantes do L.A. Guns, Shark Island e Vixen. Nos anos 1990, ainda substituiu brevemente Robbin Crosby no Ratt.
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