Por que "Mob Rules" é melhor do que "Heaven and Hell", segundo Jessica Falchi
Por Gustavo Maiato
Postado em 29 de janeiro de 2026
Escolher um álbum favorito do Black Sabbath da era com Ronnie James Dio nunca é tarefa simples. Heaven and Hell costuma levar a fama de obra definitiva desse período, enquanto Mob Rules frequentemente aparece como coadjuvante de luxo. Mas, para a guitarrista Jessica Falchi (ex-Crypta), a hierarquia é clara - e passa longe do consenso mais comum entre fãs e críticos.

Em entrevista concedida ao Whiplash.Net aos jornalistas Gustavo Maiato e Mateus Ribeiro, Jessica falou sobre carreira, influências e o EP Solace, da banda Falchi, que foi lançado no dia 23 de janeiro. Em um dos momentos mais espontâneos da conversa, a guitarrista foi desafiada a citar cinco álbuns que marcaram sua formação musical - e foi aí que Mob Rules ganhou destaque especial.
"Eu vou pôr Mob Rules porque foi muito importante pra mim na minha adolescência", explicou. "Eu gostava muito, muito, muito dessa fase do Black Sabbath." A escolha chamou atenção justamente por deixar Heaven and Hell de fora, disco que costuma ser tratado como referência máxima da banda no início dos anos 1980.
Questionada diretamente sobre essa preferência, Jessica não hesitou em justificar: "Poxa, sim, realmente… mas sei lá, eu gosto da vibe que ele traz, um pouco mais pra cima, umas coisas com uns rifão, né? Mas gosto bastante." Para ela, Mob Rules carrega uma energia mais direta, agressiva e imediata, algo que dialoga melhor com sua própria identidade como guitarrista.
Lançado em 1981, Mob Rules é frequentemente lembrado por faixas como "The Mob Rules" e "Voodoo", mais pesadas e urgentes do que o clima épico e quase solene de Heaven and Hell. Essa diferença de abordagem parece ser exatamente o ponto que faz o segundo álbum da era Dio falar mais alto para Jessica.
Confira a entrevista completa abaixo.
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