O veterano do metal industrial que deixou de sair com uma garota pra virar babá do Led Zeppelin
Por Bruce William
Postado em 21 de janeiro de 2026
Se tem uma coisa que muita gente aprende cedo é que ídolo, quando aparece na sua frente, nem sempre vem com aura de filme. Às vezes vem com pressa, entourage, e uma lista de coisas pra resolver como se o mundo girasse em volta dele. E foi mais ou menos assim que Al Jourgensen (Ministry) descreveu um encontro que ele não teve, porque o Led Zeppelin resolveu aparecer no horário errado.
Na época, ele trabalhava na Wax Trax!, loja de discos em Chicago, e era o "novato" do lugar. E, justo naquele dia, além do turno, tinha uma missão pessoal bem mais importante: sair com quem ele chama de "a garota mais quente". Só que aí entrou o fator Zeppelin - e não como trilha sonora romântica, mas como evento logístico.

Jourgensen conta que o combinado era simples: ele ia fechar a loja e seguir a vida. Só que "como o Zeppelin tocou em Chicago naquela noite", ele precisou ficar porque Robert Plant e companhia iriam passar por lá depois do show. Resultado: o encontro foi cancelado e ele ficou preso numa espécie de after-hours improvisado, com gente mexendo em disco, pedindo coisa, e ele correndo pra lá e pra cá.
Nas palavras de Al, conforme publicado na Far Out: "Eu estava trabalhando na loja Wax Trax!, eu era o cara novo. Todo mundo ia ver um show, e eu tinha um encontro com uma garota, mas como o Zeppelin tocou em Chicago naquela noite, eu tive que manter a loja aberta pro Robert Plant e a entourage dele."
E aí vem a parte que dá pra visualizar: madrugada, pilha de LPs, e o funcionário "de plantão" sem poder fazer nada. Ele diz que seguraram ele lá até "por volta de uma da manhã", ouvindo discos e com ele "correndo por aí como um... servo". Até que chega uma pilha no balcão e Plant manda: "Só coloca na minha conta, cara."
Só que não era assim que funcionava. E o próprio Jourgensen conta o pensamento que passou pela cabeça dele na hora: "Vai se foder! Eu tenho que ligar pro dono, não posso simplesmente te dar essa merda." No fim da história, ele saiu de lá "por volta de duas da manhã"... e o encontro já tinha virado lenda urbana da vida real.
O detalhe curioso é que o relato não é de um "hater" do Zeppelin, mas sim o contrário. Ele fala como fã, só que com aquela ressaca moral de quem descobriu que, às vezes, conhecer seu herói envolve ficar encarando o relógio e vendo a promessa de sua noite ir embora junto com a pilha de discos de alguém.
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