AC/DC: processo de demência de Malcolm foi pior do que vê-lo morrer, diz Angus

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Por Igor Miranda
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O guitarrista Angus Young abriu o coração sobre o período final da vida de seu irmão e parceiro de AC/DC, o também guitarrista Malcolm Young, falecido em 2017 após lutar contra a demência por anos. Malcolm foi afastado da banda em 2014, aposentando-se em definitivo da música, devido ao problema de saúde.

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Foto: rtkleiman @ mediapunch
Foto: rtkleiman @ mediapunch

Em entrevista ao canal "60 Minutes", com transcrição do Blabbermouth, Angus disse que a música foi responsável por oferecer o maior tipo de conforto possível a Malcolm em seus últimos dias. Bastante debilitado, o músico vivia em uma casa de repouso especializada em demência na cidade de Sydney, na Austrália.

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A situação triste de Malcolm, que definhava com o passar do tempo, foi responsável por deixar Angus ainda mais triste do que a própria morte do irmão. "Acho que a parte mais difícil não foi tanto ele nos deixar, pois foi como um final, um alívio. Acho que a pior parte foi o declínio, isso é o mais difícil, pois eu o conhecia e via que aquela pessoa já não existia mais", afirmou.

Apesar disso, a personalidade de Malcolm Young ainda estava presente ali, no fundo, e se manifestava em momentos específicos. Geralmente, a música era a grande aliada de Angus ao tentar trazer o "velho Malcolm" de volta.

"Mesmo no final, se eu ia visitá-lo, ele estava com um sorrisão de orelha a orelha. Isso sempre me dava uma enorme alegria. Mesmo naquele estado, sempre havia alegria. Ele sempre curtia quando eu tocava guitarra para ele. Ele tentava bater o pé junto. Ele sempre sabia que eu estava lá. Estive com ele no final de tudo", disse.

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A entrevista pode ser conferida a seguir, em inglês e sem legendas, no player de vídeo a seguir.

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A doença de Malcolm Young

Na década de 2000, Malcolm Young já manifestava sintomas da demência. Nunca foi revelado se o guitarrista sofria da doença de Alzheimer, responsável por 50% a 70% dos casos de senilidade, ou se havia algum problema de saúde diferente o deixando em tal condição.

Anos atrás, em entrevista à Rolling Stone, Angus disse que Malcolm começou a sofrer com lapsos de memória e concentração ainda antes das gravações de "Black Ice", disco lançado pelo AC/DC em 2008 - e último registro a contar com a participação direta do músico, embora seja creditado como co-autor de todas as faixas dos sucessores, "Rock or Bust" (2014) e "Power Up" (2020).

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Durante a "Black Ice Tour", Malcolm Young chegou a ter problemas para se lembrar dos riffs que ele mesmo criou. "Era muito estranho para ele. Mas ele sempre foi um cara confiante, e fez com que funcionasse", contou Angus, ainda à Rolling Stone.

A doença de Malcolm Young ficou insustentável na década seguinte. O anúncio de seu afastamento ocorreu em 2014, às vésperas do lançamento de "Rock or Bust". A vaga na banda foi ocupada por Stevie Young, sobrinho dele e de Angus.

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