Jessica Falchi critica sexualização da mulher na guitarra: "Não me verão tocando de biquíni"
Por Gustavo Maiato
Postado em 24 de março de 2026
A presença feminina no universo da guitarra - especialmente dentro do rock e do metal - tem crescido de forma significativa nos últimos anos. No entanto, junto com esse avanço, também surgem debates sobre imagem, exposição e a forma como mulheres ainda são percebidas dentro de um ambiente historicamente dominado por homens.

Esse foi justamente o tema abordado pela guitarrista Jessica Falchi em entrevista ao Amplifica. Durante a conversa, a musicista fez críticas diretas à sexualização de mulheres que tocam guitarra nas redes sociais, apontando que esse tipo de abordagem pode reforçar estereótipos em vez de combatê-los.
"Eu acho que as pessoas confundem muito esse lance de 'meu corpo, minhas regras' com a forma como você se apresenta tocando guitarra", afirmou. Para ela, quando a imagem se sobrepõe à música, o foco deixa de ser a performance. "Se você coloca uma menina sexualizada tocando, os caras nem vão ver se você está tocando bem ou não", disse.
Jessica também demonstrou preocupação com a influência desse comportamento em novas gerações. Segundo ela, muitas jovens acabam acreditando que precisam seguir esse padrão para serem aceitas no meio. "Vejo várias meninas super novas achando que para tocar guitarra, para ser 'metal', você precisa estar sexualizada", comentou.
A guitarrista reforçou que prefere adotar uma postura mais natural e focada na música. "Às vezes eu gravo vídeo sem maquiagem. Sou eu. Se você quer me ver de biquíni tocando guitarra, você não vai ver, porque eu não vou colaborar com esse tipo de conduta", declarou, deixando clara sua posição.
Apesar da crítica, Jessica ponderou que cada artista deve ter liberdade para se expressar como quiser. "Se a pessoa se sente bem fazendo isso, ela é livre", afirmou. Ainda assim, reiterou que, na sua visão, esse tipo de exposição pode ser prejudicial ao reforçar padrões machistas já existentes.
Ela também ampliou a discussão ao comentar que a sexualização não se limita às mulheres, embora seja mais evidente nesse caso. "Acho paia[também] tipo o cara tocando guitarra sem camisa aleatoriamente", disse, defendendo que o foco deveria estar na música e na capacidade técnica, não na aparência.
Confira a entrevista completa abaixo.
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