Perfume que marcou Ozzy Osbourne vira edição especial e ajuda no combate ao Parkinson
Por Sérgio Dall'Alba
Postado em 03 de maio de 2026
Uma das fragrâncias favoritas do eterno "Príncipe das Trevas" ganha versão limitada com parte da renda destinada à pesquisa da doença que afetou o cantor nos últimos anos de vida.
Um dos nomes mais icônicos da história do rock voltou ao noticiário por um motivo inusitado e carregado de significado. Ozzy Osbourne teve sua fragrância favorita transformada em uma edição especial de luxo cuja venda ajuda diretamente no combate ao Parkinson, doença que marcou seus últimos anos de vida.
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O perfume em questão é o No. 88, criação clássica da marca Czech & Speake lançada originalmente em 1978. Ao longo de décadas, a fragrância se tornou uma espécie de assinatura pessoal de Ozzy, algo reforçado por Sharon Osbourne, que já contou em entrevistas que o cantor usava o perfume de forma quase exagerada, tornando o aroma facilmente reconhecível nos bastidores da indústria musical.

Agora, o produto ganhou uma edição limitada chamada "Prince of Darkness", em referência ao apelido que acompanhou o vocalista desde os tempos de Black Sabbath. Com design exclusivo e estética sombria, o frasco traz detalhes em roxo e uma mensagem pessoal de Sharon, o que transforma o item não apenas em um produto de luxo, mas também em uma peça de memória afetiva para fãs.
Mais do que celebrar a figura do artista, a iniciativa carrega um propósito concreto. Parte do valor arrecadado com as vendas (cerca de £50 por unidade, de um total aproximado de £250) será destinada à Cure Parkinson's, instituição dedicada ao desenvolvimento de tratamentos e à busca por uma cura para a doença. A escolha da causa tem peso simbólico: Ozzy conviveu por anos com o Parkinson, condição que afetou progressivamente sua mobilidade e saúde até sua morte, em 2025, aos 76 anos.
A fragrância em si também ajuda a explicar por que se tornou tão marcante. O No. 88 é descrito como um perfume amadeirado e sofisticado, com notas de bergamota na abertura, um coração floral de gerânio e rosa, e uma base profunda de vetiver e sândalo. O resultado é um aroma que combina frescor e intensidade - uma dualidade que, de certa forma, dialoga com a própria imagem pública de Ozzy, sempre oscilando entre o caos e o carisma.
A ação reforça uma tendência cada vez mais presente no universo da música: o uso do legado de grandes artistas como ferramenta para engajamento social. No caso de Ozzy, o perfume ultrapassa o status de produto e se torna uma extensão simbólica de sua trajetória. É como se, mesmo após o fim de sua carreira, o "Príncipe das Trevas" encontrasse uma nova forma de permanecer presente não apenas na memória dos fãs, mas também contribuindo ativamente para uma causa que marcou sua vida de maneira tão profunda. No fim das contas, trata-se de uma combinação rara entre cultura pop, luxo e filantropia. Um objeto que carrega cheiro, história e propósito e que transforma um hábito pessoal de bastidor em um gesto público de impacto.
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