RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

O cover gravado pelo Metallica que superou meio bilhão de plays no Spotify

A maior banda de hard rock dos anos 1960, segundo o ator Jack Black

O disco dos Stones que dividiu os fãs e hoje é visto de outro jeito

A crítica de Graciliano Ramos ao futebol que explica problema da MPB, segundo Lobão

A atração do Rock in Rio que tentou impedir Barão Vermelho de tocar: "A plateia é hostil"

Guitarrista do Mötley Crüe, John 5 apoia fãs que filmam o show no celular

Baixista relembra separação do At the Gates em 1996; "Provavelmente foi uma coisa boa"

A letra do Led Zeppelin que Plant passou a olhar de lado; "Uau, isso foi meio duvidoso"

Para Alexi Laiho, telemarketing era "o pior emprego do mundo"

Chuck Billy, vocalista do Testament, anuncia detalhes de sua autobiografia

O riff simples que tirou Max Cavalera do sério e o fez quebrar guitarra

Deep Purple confirma retorno ao Brasil no final do ano

Muse lança "Cryogen", música de seu próximo disco de estúdio

Carmine Appice admite que aceitaria convite para substituir John Bonham no Led Zeppelin

Bride se despede após 40 anos com disco duplo e últimos shows confirmados


Stamp

O disco dos Stones que dividiu os fãs e hoje é visto de outro jeito

Por
Postado em 29 de abril de 2026

Há discos dos Rolling Stones que entram fácil em qualquer conversa sobre os maiores da história do rock. "Beggars Banquet", "Let It Bleed", "Sticky Fingers" e "Exile on Main St". costumam aparecer quase sem discussão. Já "Black and Blue", lançado em 1976, veio de um jeito bem diferente: cercado por dúvidas, mudanças na formação e a sensação de que a banda estava tentando se reencontrar enquanto o trem seguia andando.

Rolling Stones - Mais Novidades

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Conforme relata a Ultimate Classic Rock, na metade dos anos 70, os Stones continuavam gigantes do ponto de vista comercial. Os discos vendiam, as turnês lotavam e o nome da banda seguia acima de quase todo mundo. Só que, por trás disso, a situação era menos sólida do que parecia. Keith Richards atravessava uma fase pesada, a química interna já não era tão estável, e a saída de Mick Taylor no fim de 1974 bagunçou ainda mais o quadro.

Foi nesse contexto que "Black and Blue" começou a nascer. As gravações passaram por Munique, Holanda e Montreux, avançando aos pedaços, enquanto a banda também tentava decidir quem seria o novo guitarrista. Nomes como Jeff Beck, Peter Frampton e Steve Marriott chegaram a circular, até que Ronnie Wood acabou entrando de vez. Curiosamente, mesmo aparecendo como integrante oficial na contracapa, ele tocou guitarra em apenas três faixas do álbum.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O resultado não era exatamente o que parte do público esperava. Em vez de um disco puxado por riffs secos e rock and roll mais imediato, como em boa parte da fase anterior, "Black and Blue" trouxe uma mistura maior de funk, soul, reggae, jazz e grooves mais arrastados. Para alguns ouvintes, parecia um desvio interessante. Para outros, soava como uma banda sem direção muito clara.

A recepção crítica da época mostrou bem isso. Houve quem visse o álbum como uma obra dispersa, mais interessada em clima do que em canções realmente fortes. Lester Bangs, por exemplo, resumiu sua impressão de forma dura ao escrever na Creem: "Este é o primeiro álbum sem sentido dos Rolling Stones." A frase pegou e ajudou a consolidar a imagem de Black and Blue como um trabalho menor dentro da discografia da banda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Mesmo assim, o disco não saiu sem deixar marcas. "Fool to Cry" virou um dos momentos mais conhecidos do álbum, com um lado mais soul e sentimental que não era exatamente o cartão de visitas clássico dos Stones. "Hot Stuff", por sua vez, mergulhava numa pegada mais funk, mostrando uma banda menos preocupada em repetir fórmulas antigas e mais disposta a circular por terrenos que já rondavam sua música havia algum tempo, mas agora apareciam com mais destaque.

Também havia músicos importantes ajudando a desenhar esse som, como Billy Preston, Nicky Hopkins, Wayne Perkins e Harvey Mandel. Tudo isso reforça a sensação de que Black and Blue é um disco de transição: não apenas entre um guitarrista e outro, mas entre uma fase mais mítica da banda e uma etapa em que os Stones precisavam provar que ainda tinham assunto depois de já terem conquistado quase tudo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - GOO
Anunciar no Whiplash.Net Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Do ponto de vista comercial, o álbum foi tudo menos fracasso. Chegou ao primeiro lugar e ficou quatro semanas no topo, além de receber disco de platina. Isso não impediu que muitos fãs torcessem o nariz, mas mostra que o nome Rolling Stones ainda carregava peso suficiente para sustentar até um disco recebido com desconfiança. Dois anos depois, "Some Girls" ajudaria a recolocar a banda em trilhos mais celebrados.

Talvez por isso "Black and Blue" seja mais interessante hoje do que pareceu para muita gente em 1976. Ele continua longe de ser unanimidade, e dificilmente entra no mesmo altar dos grandes clássicos do grupo. Mas também não soa como simples tropeço descartável. É um disco irregular, de fato, mas cheio de pistas sobre uma banda tentando sobreviver à própria lenda. E, para os Stones, sobreviver quase sempre foi parte essencial do espetáculo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - CLI
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal
Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps




publicidadeRogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Bruce William

Quando Socram chegou no Whiplash.net era tudo mato, JPA lhe entregou uma foice e disse "go ahead!". Usou vários nomes, chegou a hora do "verdadeiro". Nunca teve pretensão de se dizer jornalista, no máximo historiador do rock, já que é formado na área. Continua apaixonado por uma Fuchsbau, que fica mais linda a cada dia que passa ♥. Na foto com a Melody, que já virou estrelinha...
Mais matérias de Bruce William.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 3 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS