A opinião de Mike Portnoy e Dave Lombardo sobre Clive Burr do Iron Maiden
Por Gustavo Maiato
Postado em 29 de abril de 2026
Clive Burr pode não ser o primeiro nome lembrado quando se fala da história do Iron Maiden, mas, para bateristas como Dave Lombardo e Mike Portnoy, deveria ser. O músico inglês tocou nos três primeiros discos da banda - "Iron Maiden" (1980), "Killers" (1981) e "The Number of the Beast" (1982) - e ajudou a definir a identidade mais crua e explosiva do grupo em sua fase inicial.
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A importância de Burr, segundo o texto publicado pelo Ultimate Guitar, vai além da curta passagem pela Donzela de Ferro. A reportagem destaca que, num momento em que muitos bateristas da New Wave of British Heavy Metal apostavam numa execução mais rígida, ele levava às músicas um balanço quase "swingado", que dava mais impulso e personalidade ao som do Maiden.
Foi justamente esse estilo que chamou a atenção de nomes que viriam a se tornar referência no metal. Dave Lombardo, baterista original do Slayer, disse que Burr foi "definitivamente uma influência", sobretudo nos primeiros anos de sua carreira. Lombardo lembrou que estudou uma batida de Burr em músicas como "Transylvania" ou "Phantom of the Opera" e adaptou aquela ideia para o uso de bumbo duplo. "Ele definitivamente me inspirou de muitas maneiras", afirmou.
Já Mike Portnoy, do Dream Theater, foi ainda mais longe. Para ele, Burr foi "um dos inovadores da bateria no heavy metal". O músico destacou um traço que sempre o impressionou: o fato de Clive tocar com um único bumbo, algo pouco comum entre bateristas do estilo. "Eu não acho que o apreciei totalmente até muitos, muitos anos depois", admitiu Portnoy. Depois, chamou atenção para a técnica do inglês: "Se você ouvir o começo de 'Gangland', aquilo tudo é um bumbo só".
Portnoy também comparou Burr a John Bonham, do Led Zeppelin, ao falar de suas introduções marcantes. Para ele, músicas como "The Prisoner", "Gangland" e "Another Life" mostram como Clive tinha identidade própria atrás do kit. "Quando você tem esse tipo de introdução de bateria, essas partes de bateria características, isso é sinal de um baterista lendário", disse.
O próprio Burr relembrou, em entrevista de 2002 ao fã-clube búlgaro do Iron Maiden, como entrou na banda. Segundo ele, recebeu uma ligação do guitarrista Dennis Stratton avisando que o grupo buscava um novo baterista. Pouco depois, Steve Harris e o empresário Rod Smallwood foram vê-lo tocar num pequeno pub. Depois de um ensaio, Burr ficou com a vaga.
Sua passagem pelo Maiden terminou após a turnê de "The Beast on the Road", em 1982. Anos depois, Clive Burr morreria, em 2013, aos 57 anos, em decorrência de esclerose múltipla. Ainda assim, como resume a reportagem, seu legado continua vivo: ele não apenas ajudou a lançar o Iron Maiden, mas também estabeleceu um padrão de bateria que segue influenciando músicos do metal até hoje.
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