A melhor decisão profissional da carreira de Marty Friedman, segundo o próprio
Por Gustavo Maiato
Postado em 11 de abril de 2026
Marty Friedman afirmou que sair do Megadeth foi a melhor decisão profissional de sua vida. A declaração ajuda a jogar luz sobre um movimento que, para muitos fãs, parecia impensável na época: a saída do guitarrista que ajudou a moldar alguns dos discos mais celebrados da história da banda.
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Em entrevista à Guitar World, Friedman reconheceu que entende a reação emocional do público quando uma formação clássica se desfaz. "Eu entendo que, como fã, se algo acontece que muda sua formação favorita, é catastrófico", disse. Mas, do ponto de vista pessoal, ele vê a história de outro jeito. "Para mim, foi a melhor decisão profissional que já tomei", afirmou.
A saída de Marty Friedman do Megadeth
A fala tem peso porque Marty não passou pelo Megadeth como coadjuvante. Ele foi o guitarrista dos anos mais reverenciados da banda, participando de álbuns como "Rust in Peace", de 1990, e "Countdown to Extinction", de 1992. Seu estilo virou parte essencial da identidade musical do grupo naquela fase, e é por isso que sua saída ainda hoje causa estranheza em parte dos fãs.
O próprio músico admite que não foi uma decisão simples. "Não foi fácil deixar uma banda tão estabelecida, com a qual eu tive tanto sucesso", declarou.
O ponto central, porém, está no que veio depois. Segundo Friedman, sair do Megadeth permitiu que ele fosse muito além da imagem de ex-guitarrista de uma banda de thrash metal consagrada. "Sair me permitiu superar meu papel no Megadeth em tantos níveis e criar um nicho para mim que me serviu muito bem", disse.
Desde que deixou o Megadeth em 2000, Friedman construiu uma trajetória muito particular, especialmente no Japão, onde consolidou a carreira solo e expandiu seu trabalho para além do circuito em que havia se tornado famoso. Em vez de tentar repetir o passado, ele passou a perseguir novas formas de composição e novos caminhos melódicos.
Na mesma entrevista, deixou isso claro ao falar do disco "Drama", lançado em 2024. "Sempre há novas e inexploradas profundezas de melodia a serem criadas, e novas expressões a serem compartilhadas, e eu sempre busquei essas coisas", afirmou.
Depois, elevou ainda mais o tom sobre essa fase da carreira. "Acho que 'Drama' é o representante máximo da minha evolução musical", disse.
Outro ponto importante é que ele também minimiza qualquer leitura novelesca sobre sua relação com Dave Mustaine. Em entrevista anterior à Heavy Consequence, Marty afirmou que o vínculo entre os dois sempre foi bom e sugeriu que parte da suposta tensão existia mais na cabeça dos fãs e da imprensa do que entre eles de fato.
"Nunca houve nenhum tipo de estranheza", disse, antes de reconhecer que, no momento da saída, podem até ter existido sentimentos confusos dos dois lados. Ainda assim, deixou claro que isso ficou no passado.
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