Duff McKagan elege as músicas do Guns N' Roses que mais gosta de tocar ao vivo
Por Bruce William
Postado em 10 de novembro de 2025
A carreira do Guns N' Roses passou por fases bem distintas, e poucas pessoas acompanharam isso tão de perto quanto Duff McKagan. Baixista da formação clássica de "Appetite for Destruction", ele ficou até o fim dos anos 1990, voltou em participações pontuais na era "Chinese Democracy" e reassumiu de vez o posto em 2016, junto com Slash. Justamente por ter vivido esses momentos por dentro, Duff tem clareza ao apontar quais músicas mais gosta de tocar em cada etapa, e as escolhas ajudam a contar um pouco da história da própria banda.
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Quando fala do fim dos anos 1980, Duff vai direto a uma faixa específica de "Appetite". "Minha música favorita naquela época era 'Rocket Queen', só porque encontramos esse groove e encontramos todas essas partes de ligação legais que juntaram essa música. O Axl escreveu uma letra muito legal para ela, e ela se tornou esse tipo de música ascendente. 'Appetite' era aquele pequeno disco que fizemos para nós e nossos amigos e alguns roqueiros que curtiam isso", explicou, conforme publicado na Loudwire. Ele lembra que a banda só queria registrar o repertório que vinha funcionando nos clubes, mas via em Rocket Queen um passo adiante dentro daquele conjunto.

Essa percepção fica ainda mais clara quando ele completa: "Nós só estávamos indo lá e gravando as músicas que escrevemos para nós mesmos e que algumas pessoas nos clubes realmente curtiram. Então 'Rocket Queen' parecia esse tipo de próximo passo, tipo uma música de outro nível, para mim." É a leitura de quem enxerga ali não apenas um encerramento do disco, mas uma amostra do que o Guns poderia fazer em termos de dinâmica, construção e clima - algo que, com o tempo, acabou ganhando lugar fixo na memória dos fãs.
Já na fase da reunião, a resposta muda de tom. Ao falar sobre o período em torno de 2016, Duff escolhe "November Rain" como favorita para tocar ao vivo. Ele destaca menos a parte técnica do baixo e mais o efeito do conjunto no palco: "É simplesmente um momento e tanto. O Axl consegue sentar, você vê todos os isqueiros aparecendo e o solo do Slash é uma coisa tão maior do que a vida." É o tipo de trecho de show em que a banda inteira parece construída para sustentar a cena, e em que ele assume o papel de alicerce discreto enquanto a música cresce.
Curiosamente, quando traz a resposta para o presente, Duff não aponta só para clássicos. Ele faz questão de citar o prazer de tocar o material mais recente. "Eu gosto de tocar as poucas músicas novas que temos - 'Hard Skool', 'Absurd', 'The General' e 'Perhaps'." A menção mostra que, pelo menos do ponto de vista interno, essas faixas fazem sentido no repertório atual e não entram apenas como concessão para justificar lançamentos em meio aos velhos sucessos.
O recorte das escolhas de Duff McKagan traça uma linha coerente: primeiro, a confiança em uma música que, dentro de "Appetite for Destruction", já indicava outro nível; depois, a leitura de um momento de espetáculo em "November Rain" como ponto alto da turnê; e, por fim, a disposição em sustentar as composições novas ao lado dos hinos antigos. Mais do que um ranking definitivo, é um olhar de quem acompanha a banda desde dentro, atento ao que funciona no palco em cada época e ao que continua fazendo sentido tocar noite após noite.
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