As duas bandas que Ozzy não queria que o Black Sabbath passasse a imitar
Por Bruce William
Postado em 30 de julho de 2026
O Black Sabbath passou os primeiros anos de carreira criando uma linguagem que ainda não tinha nome definido. Quando os riffs de Tony Iommi, a voz de Ozzy Osbourne e a seção rítmica de Geezer Butler e Bill Ward apareceram em 1970, outras bandas tiveram de correr atrás.
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Seis anos depois, a situação parecia invertida. Durante a preparação de Technical Ecstasy, Ozzy começou a perceber que o grupo já não buscava respostas apenas dentro da própria identidade.
"Tony estava sempre dizendo: 'Precisamos soar como o Foreigner' ou 'Precisamos soar como o Queen'", recordou o vocalista, em fala resgatada na Far Out.
Para ele, havia algo errado naquela lógica. "Achei estranho que as bandas que havíamos influenciado agora estivessem nos influenciando."
O Queen havia estreado em 1973 carregando parte do peso e da atmosfera sombria que o Sabbath ajudara a estabelecer. O Foreigner, por sua vez, representava uma abordagem mais limpa e comercial do hard rock que começava a dominar as rádios na segunda metade da década.
"Technical Ecstasy" trouxe teclados mais presentes, arranjos variados e tentativas de ampliar o som do grupo. A mudança produziu bons momentos, mas também expôs o desgaste interno, o abuso de drogas e a dificuldade de encontrar um caminho depois de uma sequência extraordinária de discos.
Ozzy não parecia contrário a qualquer evolução. O incômodo vinha de perceber o Sabbath olhando para os lados em busca de uma direção que, poucos anos antes, outras bandas procuravam justamente neles.
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