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Quando David Bowie saiu do fundo do poço com um aparelho que "mexia com o tecido do tempo"

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Postado em 11 de junho de 2026

David Bowie chegou ao fim de 1976 precisando mudar de vida, não apenas de som. A fase americana havia deixado marcas profundas: cocaína, paranoia, isolamento, fascínio pelo ocultismo e a figura cada vez mais fria do Thin White Duke. Em vez de tentar resolver tudo dentro do mesmo ambiente que o estava destruindo, ele deixou Los Angeles e foi para a Europa.

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Foto: Reprodução
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Berlim Ocidental virou o símbolo maior dessa mudança, mas a reconstrução começou antes e passou também pela França. Bowie estava tentando se afastar do circuito americano e de seus próprios excessos quando mergulhou em uma sequência de trabalho absurda até para seus padrões. Em 1977, ele lançou "Low" e "Heroes" e ainda teve papel decisivo em "The Idiot" e "Lust for Life", os dois primeiros álbuns solo de Iggy Pop.

"Low" saiu em janeiro de 1977 e marcou uma ruptura clara com o Bowie anterior. Gravado em boa parte no Château d'Hérouville, na França, com Tony Visconti e participação de Brian Eno, o disco deixava para trás muito do soul quebrado de "Station to Station" e abria espaço para faixas fragmentadas, instrumentais frios, texturas eletrônicas e uma sensação de dor contida. Bowie resumiria depois para a Louder aquele período de forma bastante direta: "Há muita dor no álbum 'Low'. Foi minha primeira tentativa de largar a cocaína, então havia uma quantidade terrível de dor ali".

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Visconti também trouxe para o disco uma peça técnica que ajudou a dar outra cara à sonoridade: o Eventide H910 Harmonizer. Ele vendeu a novidade a Bowie e Eno com uma frase que virou parte da lenda do álbum: "Ele mexe com o tecido do tempo". O comentário parece exagerado, mas combina com o som de "Low", um disco em que a bateria, os sintetizadores e os cortes bruscos realmente pareciam deslocar a música popular para outro lugar.

Ao mesmo tempo, Bowie ajudava Iggy Pop a sair de seu próprio buraco. "The Idiot", lançado em 1977, foi produzido por Bowie e trouxe músicas como "Sister Midnight", "Nightclubbing" e "China Girl", esta última regravada por Bowie nos anos 80 em versão muito mais conhecida. O próprio Bowie admitiria que Iggy acabou servindo como cobaia para algumas ideias sonoras que ele queria testar.

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A parceria continuou em "Lust for Life", também de 1977. Dessa vez, Iggy assumiu mais o controle, como ele próprio explicou ao lembrar que Bowie era rápido demais e que ele precisava ser ainda mais rápido para não perder o comando do próprio disco. "A banda e David deixavam o estúdio para ir dormir, mas eu não", contou Iggy. O álbum trouxe a faixa-título, construída a partir de uma ideia de Bowie no ukulele, e "The Passenger", com riff de Ricky Gardiner.

Depois veio "Heroes", gravado em Berlim e lançado em outubro de 1977. O álbum aprofundou a parceria com Eno e Visconti, trouxe Robert Fripp na guitarra e consolidou a fase que muita gente passou a chamar de "trilogia de Berlim", embora "Low" tenha sido gravado principalmente fora da cidade. A faixa-título nasceu nesse ambiente de muro, tensão e reinvenção, e só com o tempo se tornaria uma das canções mais celebradas de Bowie.

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O mais impressionante é que tudo isso aconteceu em um único ano. Bowie começou 1977 tentando se recompor e terminou o período com dois discos próprios lançados, dois trabalhos fundamentais de Iggy Pop no currículo e uma nova linguagem que ecoaria pelos anos seguintes. Para muitos artistas, essa sequência já seria uma carreira inteira. Para Bowie, foi o ano em que a fuga do abismo virou método de criação.

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Quando Socram chegou no Whiplash.net era tudo mato, JPA lhe entregou uma foice e disse "go ahead!". Usou vários nomes, chegou a hora do "verdadeiro". Nunca teve pretensão de se dizer jornalista, no máximo historiador do rock, já que é formado na área. Continua apaixonado por uma Fuchsbau, que fica mais linda a cada dia que passa ♥. Na foto com a Melody, que já virou estrelinha...
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