Os cinco maiores discos progressivos dos anos sessenta, segundo site britânico
Por Bruce William
Postado em 19 de setembro de 2026
Antes de o rock progressivo se transformar em um dos grandes fenômenos da década de 1970, algumas bandas já vinham empurrando os limites do formato tradicional. Em uma seleção publicada pela Far Out, o site reuniu os cinco maiores discos progressivos dos anos 1960, misturando obras já plenamente associadas ao gênero com trabalhos que ajudaram a pavimentar seu caminho.
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A lista começa com "In the Court of the Crimson King", lançado pelo King Crimson em 1969. O álbum costuma aparecer entre os marcos definitivos do progressivo por juntar peso, jazz, psicodelia, Mellotron e estruturas longas numa linguagem que seria explorada à exaustão na década seguinte.
O Yes também aparece com seu disco de estreia, de 1969. Ainda distante da sofisticação que alcançaria em "Fragile" e "Close to the Edge", a banda já demonstrava interesse por arranjos elaborados, harmonias complexas e uma abordagem instrumental muito acima do padrão do rock convencional.
Frank Zappa e The Mothers of Invention entram com "Uncle Meat", também de 1969. A escolha foge um pouco do prog mais tradicional, mas faz sentido dentro da lógica da lista: o disco mistura jazz, rock, experimentação de estúdio e elementos orquestrais de maneira quase impossível de enquadrar.
Entre os trabalhos anteriores estão "Days of Future Passed", do Moody Blues, lançado em 1967, e a estreia do Soft Machine, de 1968. O primeiro aproximou rock e orquestra num formato que influenciaria bastante o lado sinfônico do gênero; o segundo trouxe jazz, psicodelia e experimentação para uma formação centrada em baixo, bateria e teclados.
Na seleção da Far Out, portanto, os cinco maiores discos progressivos dos anos 60 são:
King Crimson – "In the Court of the Crimson King"
Yes – "Yes"
The Mothers of Invention – "Uncle Meat"
The Moody Blues – "Days of Future Passed"
The Soft Machine – "The Soft Machine"
A lista mostra também como o progressivo ainda era uma ideia em construção naquele momento. Alguns desses discos soam mais psicodélicos ou experimentais do que aquilo que depois seria reconhecido como prog clássico, mas todos ajudaram a definir o território que o gênero ocuparia nos anos seguintes.
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