A música do Pink Floyd que foi cortada de "The Wall" mas todos acabaram conhecendo
Por Bruce William
Postado em 19 de setembro de 2026
"The Wall" já era um projeto gigantesco quando Roger Waters e companhia chegaram à fase final de preparação do álbum. Mesmo sendo um disco duplo, ainda havia um problema bastante concreto a resolver: uma das faces do vinil estava longa demais.
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A vítima foi "What Shall We Do Now?", música que originalmente entraria logo depois de "Goodbye Blue Sky". Em entrevista concedida em 1979, Waters explicou que a faixa era comprida e que aquele lado do disco já tinha material em excesso. A solução foi substituí-la por "Empty Spaces", muito mais curta e musicalmente ligada à mesma ideia.
A decisão aconteceu tão tarde que deixou uma pequena cicatriz nas primeiras cópias de "The Wall", relata a Far Out. As letras de "What Shall We Do Now?" já haviam sido impressas no encarte quando a música foi eliminada, de modo que fãs podiam encontrar no álbum a letra de uma faixa que simplesmente não estava ali.
Waters resumiu o problema de maneira bastante objetiva: durante a masterização, perceberam que o segundo lado era longo demais e alguma coisa teria de sair. Como "Empty Spaces" e "What Shall We Do Now?" partiam essencialmente da mesma base musical, a versão mais extensa acabou sacrificada.
Isso não significou o desaparecimento definitivo da música. "What Shall We Do Now?" foi incorporada aos shows de "The Wall", entrou no filme de 1982 e posteriormente apareceu no álbum ao vivo "Is There Anybody Out There? The Wall Live 1980–81".
O corte, portanto, não aconteceu porque o Pink Floyd considerasse a faixa ruim. Waters chegou a dizer na época que ela era "bem legal" e pretendia usá-la no palco. Foi uma decisão muito mais prosaica: por mais ambicioso que "The Wall" fosse, até Roger Waters precisava obedecer aos limites físicos de um pedaço de vinil.
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