Melhores Álbuns Ano a Ano - Parte 4: 1963

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Por Edson Medeiros, Fonte: O Besouro Musical
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Chegamos em 1963 em nossa quarta edição. Num ano de pouca agitação política no Brasil – que recebia os jogos Pan-Ameicanos – o mundo chocava-se com o assassinado do então presidente americano John F. Kennedy (*29/05/1917 – +22/11/1963). Na música era um ano de revolução com os movimentos pacifistas pelos direitos civis defendidos por muitos artistas e a explosão da Beatlemania. Para a música a grande tragédia do ano foi o falecimento de Edif Piaf (*19/12/1915 – +10/10/1963) uma das maiores cantoras líricas da história.


10º The Beach Boys – Surfer Girl
(Surf rock / Capitol Records)

O terceiro álbum dos Beach Boys é o início do amadurecimento musical da banda. Apesar de seguir o mesmo padrão temático dos álbuns anteriores, mostrou uma grande evolução em termos de composição e arranjos com músicas menos simples e geralmente mais lentas.


9º Jorge Ben – Samba Esquema Novo
(Bossa Nova / Phillips Records)

O álbum de estreia do carioca Jorge Bem ainda está bem longe do samba rock que o consagraria nos anos 70. Aqui ele mostra uma variação de samba – como o título sugeri – mais voltado para o jazz das big bands de Nova Orleans, porém brasileiríssimo e autêntico.


8º The Thelonious Monk Quartet – Monk’s Dream
(Jazz / Columbia Records)

Considerado por especialistas em jazz o melhor trabalho de Thelonious Monk. Foi o primeiro álbum gravado com ajuda do seu quarteto e mostrou uma ligação quase telepática entre eles, coisa que foi repetida poucas vezes por outros grupos de jazz. A leveza e brilhantismo das músicas são impressionantes.


7º The Beach Boys – Surfin’ U.S.A.
(Surf rock / Capitol Records)

Mais bem gravado que o primeiro disco da banda, começa a mostrar as reais qualidades da banda em harmonizações vocais complexas e a habilidade de Brian Wilson como compositor. Apesar de começar a mostrar a identidade musical dos Beach Boys, ainda traz influencias claras de rockers dos anos 50 e de outros pioneiros do surf rock.


6º Sam Cooke – Night Beat
(R&B / RCA Victor)

Aos 30 anos depois de uma vasta experiência, Sam Cooke já era uma lenda viva. Quase uma espécie de Sinatra negro. Mesmo cercado de prestigio sempre buscou se superar a cada lançamento. Night Beat, no entanto, pode ser considerado insuperável. Sua voz aveludada e as belas melodias são de arrepiar. Essencial para quem curte r&b, soul e black music em geral.


5º The Beatles – With the Beatles
(Rock / Parlophone Records)

Menos urgente que Please Please Me e mais bem trabalhado. Vendeu 500.000 cópias antecipadamente e foi só o segundo álbum a vender mais de 1 milhão no Reino Unido. Segue basicamente a mesma linha de primeiro disco da banda, misturando composições próprias e releituras de temas de r&b e rock and roll.


4º Charles Mingus – The Black Saint and the Sinner Lady
(Jazz / Impulse Records)

Um dos álbuns mais densos já gravados por qualquer artista de jazz. Mantem-se arrastado durante seus quatro temas, indo de momentos de calmaria a uma crescente tensão. Poderia ser trilha sonora perfeita para um filme de suspense ou algum musical operesco. Nele Mingus abusou das técnicas de overdubs – foi um dos primeiros artistas a usar esse tipo de artificio em larga escala.


3º James Brown & the Famous Flames – Live at the Apollo
(R&B / King Records)

Um dos álbuns ao vivo mais enérgicos já gravados. James Brown amparado pelo trio vocal Famous Flames incendeia o Apollo numa performance arrebatadora. Curioso é o fato da gravadora King quase tê-lo engavetado por considerar um formato pouco rentável. O disco ficou esgotado em boa parte dos EUA e manteve-se por 66 semanas nas paradas de sucesso atingindo a 2º posição.


2º The Beatles – Please Please Me
(Rock / Parlophone Records)

O álbum de estreia mais importante do rock. Um verdadeiro marco para a música mundial, a começar pela impulsão do movimento que ficaria conhecido como Invasão Britânica. Um disco cheio de energia, reproduzindo em estúdio os temas interpretados pelo Fab Four nos palcos do pequeno Cavern que sempre lotava quando eles se apresentavam lá. Essa era uma pequena amostra do que estaria por vir.


1º Bob Dylan – The Freewhelin’ Bob Dylan
(Folk / Columbia Records)

Depois de uma estreia modesta Dylan começou a fazer barulho com The Freewhelin’. Mostrou sua habilidade como compositor e sua visão extremamente crítica das coisas colocando letras pungentes influenciadas pelas manchetes dos jornais em melodias simples. Trata de assuntos distintos como uma eminente guerra nuclear contra os “comunas” e amores mal resolvidos com o mesmo tom irônico. Todo o álbum é envolto por uma áurea de pessimismo, dando a impressão de que o que já está ruim só pode piorar.

Para muito mais sobre a boa música visitem:
http://besouromusical.blogspot.com.br/

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