Queen: As 10 melhores composições de Brian May
Por Danilo F. Nascimento
Fonte: UCR
Postado em 26 de julho de 2015
Assim como ocorria nos Beatles, o Queen destacou-se por possuir quatro integrantes que contribuíam individualmente para o processo de composição.
John Deacon, Roger Taylor, Brian May e Freddie Mercury não limitavam-se apenas às suas respectivas funções. Todos os músicos envolvidos compunham e cantavam, podendo-se concluir que um dos melhores compositores da banda era o guitarrista Brian May.
Apenas Freddie Mercury compôs mais do que Brian May na banda. Ao longo dos anos, o guitarrista concebeu algumas das canções mais emblemáticas e populares do Queen.
Sob essa ótica, o "Ultimate Classic Rock", concebeu uma lista com aquelas que o portal considera as melhores composições de Brian May.
Confira:
10. HAMMER TO FALL [THE WORKS - 1984]
O álbum The Works (1984), contou com quatro singles de sucesso, cada um deles concebidos por um integrante diferente. "Hammer to Fall" é uma composição de Brian May, e destila musicalidade e uma sonoridade calcada no hard rock, com timbres e riffs que se tornaram características primárias da sonoridade da Red Special de Brian May.
Mas a canção não fica restrita apenas à uma melodia arrebatadora. A letra também expõe as qualidades de compositor de Brian May. Astrofísico, músico e professor, May fala sobre holocausto nuclear que pairava sobre várias gerações na Guerra Fria.
09. WHO WANTS TO LIVE FOREVER [A KIND OF MAGIC - 1986]
O álbum A Kind Of Magic foi a trilha sonora para o filme Highlander, e de todas as composições memoráveis do álbum, nenhuma captura o tema subjacente do filme como a pungente "Who Wants To Live Forever".
Esta composição de Brian May é exuberante e apresenta um apoio no campo sinfônico, repleto de overdubs nas vozes dos quatro integrantes da banda, que juntos criavam a plataforma perfeita para que a canção chegasse ao climáx, quando Freddie Mercury eleva a sua voz e a canção ganha contornos de rock n' roll, com Brian May abandonando o teclado por alguns instantes e entoando a sua guitarra com precisão cirúrgica.
08. KEEP YOURSELF ALIVE [QUEEN I - 1973]
Proveniente do álbum de estréia da banda, o primeiro single do Queen não fora um sucesso absoluto no Reino Unido, porém, serviu para mostrar o potencial de Brian May como guitarrista e compositor, além de externar a capacidade da banda para trabalhar todos os meios envolvidos em uma gravação de estúdio, desde as orquestrações "multi-tracks" até overdubs e reverbs.
"Keep Yourself Alive" foi o primeiro passo de Brian May e companhia para mostrar ao mundo do que eram capazes. A forma clássica com que Brian May entoa a sua guitarra nos riffs iniciais são o ponto alto da canção.
07. GOOD COMPANY [A NIGHT AT THE OPERA - 1975]
Com todo respeito à bombástica "The Prophet's Song" e à folclórica canção científica "39", a canção de A Night At The Opera que melhor externa os talentos de compositor de Brian May, é a contagiante "Good Company".
A canção foi escrita em homenagem ao pai de May, e traz uma levada folk contagiante e divertida, com arranjos sendo tocados por um ukelele de seu pai que May carregava desde a infância. "Good Company" têm alguns elementos que à remetem ao jazz de grupos como o Dixieland. As guitarras e todos os seus efeitos meticulosos complementam a canção de forma brilhante.
06. BRIGHTON ROCK [SHEER HEART ATTACK - 1974]
"Brighton Rock" mostrou que Brian May era, de fato, um dos maiores guitar-hero dos anos 70. Sempre preocupada em esculpir épicas canções, nem sempre o Queen deixava espaço suficiente para Brian May demonstrar todo o seu talento como guitarrista.
Esta mágica canção "guitarrística" trazia elementos mágicos e auto-indulgentes, trazia um Brian May mais solto e pronto para mostrar todo o seu talento diante de sua Red Special, extrapolando magistralmente os limites iniciais, e contando com a contribuição espetacular de Roger Taylor no arranjos rítmicos.
05. TIE YOUR MOTHER DOWN [A DAY AT THE RACES - 1976]
A letra "humorada" de "Tie Your Mother Down", provava que May podia ser tão pernicioso quanto Freddie Mercury. A canção traz riffs simples, certeiros e diretos, e fora a primeira canção a ser executada por May e sua banda, após a morte de Freddie Mercury.
A canção encaixou-se espetacularmente bem em sua voz e tornou-se uma de suas canções mais notáveis.
04. FLASH'S THEME [FLASH GORDON - 1981]
Embora seja phD em astrofísica e um geek viciado em ciência, foi na composição desta trilha sonora para o filme "Flash Gordon", que May diz ter se encontrado.
Ele foi o capitão à levar o Queen ao planeta Mongo e derrotar o impiedoso imperador Ming com suas armas musicais.
03. FAT BOTTOMED GIRLS [JAZZ - 1978]
Aqui vemos outro exemplo que vêm coroar um lado insolente de Brian May como como compositor. "Fat Bottomed Girls" apresenta riffs abrasadores e um refrão espetacular.
Embora tenha recebido críticas de mulheres acima do peso, a canção e o seu tom cômico foi um sucesso nas paradas.
02. NOW I'M HERE [SHEER HEART ATTACK - 1974]
"Now I´m Here" é uma das composição amadas de Brian May, pois ela contrasta, de forma sublime, passagens calmas, explosivas e dramáticas.
Nada mal para uma música que Brian May compôs enquanto estava doente, né?
Sim, a canção têm um processo de composição curioso. May a compôs enquanto estava internado em um hospital, recuperando-se de uma hepatite.
Desde então, a canção se fez presente em boa parte dos shows da banda, e tornou-se um marco por trazer quase todos os elementos que faziam do Queen uma das melhores bandas do mundo.
01. WE WILL ROCK YOU [NEWS OF THE WORLD - 1977]
Porque se contentar com apenas uma faixa para coroar o top 10 de composições de May, quando temos duas versões diferentes de "We Will Rock You".
A versão original é ritmada inteiramente em palmas e vozes em uníssono, que transformavam esta canção de arranjo simples, em uma das mais poderosas já feitas. Um verdadeiro hino, aclamado em estádio do mundo inteiro.
A segunda versão é um hard rock envolvente, rápido e pesado, já tendo recebido releituras de inúmeros aristas, como André Matos e Guns N' Roses. Aqui vemos um rock n' roll mais tradicional e um excepcional trabalho de guitarra de Brian May.
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