A música do Queen que Brian May diz resumir o que a banda era "de verdade"
Por Bruce William
Postado em 12 de fevereiro de 2026
Como bem disse a Far Out, descrever o Queen sempre foi um exercício ingrato, porque a banda mudava de direção sem pedir licença, e ainda assim soava como Queen. Você ouve "Keep Yourself Alive" e não dá pra adivinhar, com segurança, que alguns anos depois existiria uma peça como "Bohemian Rhapsody". E quando eles já estavam no topo, ainda surpreendiam: transformaram "We Will Rock You" num canto de estádio e, no mesmo período de fama gigantesca, foram parar em outra praia com "Another One Bites the Dust".

Esse é o tipo de trajetória que bagunça qualquer tentativa de escolher "a música definitiva". O público tende a resolver isso apontando o maior hit, ou a canção mais associada ao nome da banda, e pronto. Só que o catálogo do Queen não é uma linha traçada de forma reta: tem rock direto, tem música com cara de show, tem coisas mais pop, e tem momentos em que o grupo brinca com forma e arranjo como se estivesse testando limites no estúdio.
"Bohemian Rhapsody" parece a resposta automática, mas nem tudo no Queen foi "ópera em formato de rock". Do outro lado, "Another One Bites the Dust" é enorme e tem um baixo que gruda, mas também não representa tudo que eles faziam, até porque, no mesmo álbum, aparecem faixas como "Crazy Little Thing Called Love" e "Play the Game", puxando para climas bem diferentes.
E aí entra a escolha do Brian May: pra ele, quem "resume" o Queen em seu auge não é a óbvia. É "The Millionaire Waltz", faixa do álbum "A Day at the Races": "Tem uma música chamada 'Millionaire Waltz', no 'A Day at the Races', que na verdade resumiria grande parte do que a gente fazia. Mas é algo que raramente é tocado. É tão incrivelmente complexa que não rola no rádio, eu acho. Mas, poxa, ali tem algo."
A faixa é descrita como um tipo de "máquina em movimento", em que nenhum instrumento descansa. Começa com um piano estranho, passa por um baixo trabalhando pesado e segue com um ritmo fora do comum, sem dar aquela respirada que costuma ajudar música a virar padrão de rádio e, por consequência, padrão de banda de bar.
Há também um motivo que pode ter causado o motivo dela não ter sido tão tocada ao vivo: além da complexidade, ela não depende do mesmo tipo de "efeito coletivo" que fez outras canções virarem momentos de show, com vozes sobrepostas e refrões prontos para o estádio. Aqui, a graça parece estar mais na engenharia do arranjo do que na "foto" do palco.
"The Millionaire Waltz" é creditada a Freddie Mercury, e o ponto do May é a ideia de que, se você quer uma faixa que concentre várias "caras" do Queen em uma só, ela está escondida ali, bem longe do óbvio.
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